O presente
Em que me pese a morte, Na tristeza tão profunda deste mundo! Muitos estão sem sorte. Onde morre a sorte de tantos em poucos segundos, cá estamos nós. Esperando a decisão da doença algoz Dias de tormenta, vida lançada ao acaso, corações apertados mascaras que abafam a nossa voz. Estavamos fora dela, entramos na listra atroz, fadados ao desconhecido mal que paira entre nós. Seguramos nossas mãos, em dias lentos de sofridão, distantes e trancafiados estavamos nós. Esperamos a morte passar. Por vezes ela se mostrava, querendo nos arrebatar, Eu e você, trancados em casa, sem saber se aqui iríamos ficar. Dias passando a nos agoniar. A morte nos rondando, pensava em nós levar! Pessoas aqui e ali indo embora para nunca mais voltar. Os dias se passaram, continuemos a caminhar. Seus braços me abraçaram. Sorrisos estamos a dar! Escolhidos para passar pela morte, escolhidos no acaso da...