terça-feira, 25 de agosto de 2015

Os Contos Secretos

Fonte da imagem google.
 
 
 
 
AMENO
 
E estando diante de tua sutil distância, eis a minha fragrância a lhe buscar, anos reclusos de um eterno sonhar; ao meu lado, o amor sempre está. Oh Avalon, eis aqui a tua Anastácia para sempre a lhe amar. Aplaca o meu corpo em teus braços; é eterno os laços de nosso sonhar. Noites em que as corujas no céu há de pousar; pois, não podem elas assim como nós, para sempre voar!
 
Anastácia e Avalon, eternamente a se amar; porém, o amor que compele o homem que a ti nunca repele, cobre as  pegadas,  pois em ti eu sou a pele, o começo, e o fim da estrada. O conjunto soberano que em nada se difere, nosso amor em todo tipo de pele. O contento descontente que se rebele. Por milênios, só um; tão perto, e sente nossos corações abertos! Onde habita o amor, a dor fez-se e é deserto. O árido e viscoso brilho do sol, cravou na eternidade o amor em sua verdade. Amado Mendrey, a mais fiel e sem maldades!
 
Oh Mendrey! O amor mais invejado do universo; para ti cravei os meus melhores versos. E em ti o maior de todos os atos reversos. No ódio e diante de tanto protesto, meu coração jamais em ti o detesto, eis que ameno. E assim os homens são desertos, áridos de nosso amor! Tão triste e vazia a imensa dor. Calor implacável que apenas em tuas mãos seria infinito. Entre o sagrado e o impossível, eis em ti o amor mais bonito. O amor dos imortais, como nos não há outros iguais.
 
Nos olhos de outros séculos estas tu e como sempre não há outros iguais para  estar. Somos para o amor imortais. Pactuei-lhe na eternidade; o amor de verdade  sempre a se procurar. Em qualquer instante é assim o nosso reencontrar; em qualquer momento Hera há de se consagrar. Como o sol que tolhe as margens da lua, descansa no beijo da amada Tua. Conduza-me em teus braços; pois o amor nos fez flutuar; não há como pousar. É sublimado o nosso amor alado.
 
E por mais um século, eis a estrada, enquanto adormeço em minha jornada, teus olhos me faz a doce chamada de outrora. Desperta-me. É eterno o amor que nos une mundo afora. Amor este tão sublime que jamais se exime de estar na solidão; é amor de alma e não de coração. É implacável a distancia tão curta entre o amor é a devoção, é mutua a nossa lamentação, é dividida a eterna gratidão.
 
Um sombrio vulto se aproxima lentamente, eis que sinto o toque de teus olhos em minha alma, levemente ergue o meu corpo, enquanto flutuo na tua direção, carrega-me em teus braços; é o fim da solidão! São teus os mais firmes passos. É seu meu eterno laço! Nos teus olhos infinitos o meu compasso. Forte, eterno assim lhe faço.
 
Quando abri os olhos, era Mendrey me chamando mais uma vez! Em teus olhos nosso amor ser fez! A noite não era escura, e Avalon de Mendrey III, o amor mais infinito e verdadeiro, jamais desiste de Anastácia. Sorri para ele quando percebi que eu não caminhava sozinha, mas sim nos seus braços, a cada passo firme que  Mendrey dava. O amor de tão infinito  se fez o mais leve e mais bonito. Um amor sem igual; que é a cobiça de qualquer mortal.
 
 
Um grande abraço a todos!