quarta-feira, 27 de maio de 2015

Avalon e Anastácia

fonte da imagem: google

Avalon e Anastácia
( A mulher de Azul) 


Descobre-se de teu corpo na alma o homem nu. A mulher de azul. Em lembranças de outras vidas o seu corpo em um. O homem de muito não sabe, o que lhe figura à um comum, onde dois é um. Descobre verdades do mundo, em dois só de um. O amor verdadeiro não é para todos uno. Mas, existem os escolhidos para sentir a palavra amar em sua integridade, são poucos; mas, é verdade. Degustar na eternidade contigo mesmo sempre estar: almas gêmeas a se encontrar.

No amor há que ser incomum o que é comum de um  à dois. Milhares de anos ao lado, apenas de um, a ser encontrado em um mundo incomum, com tantos rostos na multidão. Embarca nos sonhos o que não lhe é só de um. Solidão. O amor é feito de dois por eterna paixão. Mas há sobre a terra milhares de seus infinitos não pares. E assim, só os deuses do Olimpo teriam frente diante dos dias que se findam a cada novo amanhecer.

Na solidão que acalma o vento. Brada o descontentamento dos olhos da escuridão. Anos de amargura e pura desilusão. Afastados dois de um só coração. Tristeza pela espera na mais doce compaixão. Angustia pela procura do amor na vastidão. Amor para ser amor, não basta mansidão, é preciso verdadeira ligação em profusa dedicação! 

As mãos firmes de Avalon, descortinam o vê de mais uma promessa, para um amor na eternidade nunca há pressa; pois, jamais se deixa de amar. Amor só aumenta, e nunca há de acabar! Anastácia veste Azul, ao amar e está como está Avalon lhe reflete do lado de lá. E preciso ser verdade, ou na vida se tropeçará em um mundo de vaidades, o amor não encontrará; pois, é, justamente lá, onde se vive só a ilusão a dissecar: frias almas a perambular! 

Avalon observa os passos da amada, lhe vê com paixão. Sente Anastácia pulsar em seu coração. Na idade media Anastácia esteve em braços por longos dias. Avalon, um amor sem comparação! De tempos em tempos, deuses distribuem esta benção; renovam os votos de amor eterno daqueles que transitam na imensidão do universos da dimensão humana. Se renova em outros momentos da existência o verdadeiro amor sem aparência, o amor puro ao luar faz claro e nunca escuro. Sem amor o homem é figura de clemencia! É pobre, dão-lhe a indulgência; mesmo que entre ouro esteja, a sua vivência, é pobre sem clemencia! 

Na manhã clara, onde o alvorecer abre as flores, gotas de orvalho beijam a face dos olhos de Anastácia. Avalon de Mendrey III, o amor que enlaça. Os animais ainda não haviam despertado e os passos de Avalon já eram amplos, andavam em direção a eternidade, cravados no peito o amor de suas verdades; a única sua metade, Anastácia, o amor na cumplicidade. Em alguns instantes abriu os olhos e lá estavam frente a frente mais uma vez. Anastácia e Avalon o amor que não se desfez. Se e fez mais uma vez!

Os passos de Avalon foram em direção a sua amada, tomou-lhe pelas mãos, segundos se passaram como a eternidade de um sentimento guerreiro que jamais se finda, abraçou-a docemente contra seu corpo. Olhou em seus olhos, sentiu-se novamente inteiro, pois é assim quando o amor é verdadeiro. Delongadamente sorriu para sua amada. Ali naquele instante duas almas há muito predestinadas. Uma só alma em duas jornadas, Anastácia e Avalon em mais uma caminhada!




Um grande abraço a todos!
Uma excelente semana.