quarta-feira, 12 de junho de 2019

Era uma vez...


      A rainha quê construia castelos

Certa vez um rei muito trapalhão queria se casar novamente, a sua rainha havia dado trombose e morrerá numa manhã de sábado. Para se casar novamente o rei trapalhão recebeu a seguinte ordem da nova futura rainha: _Case a princesa Lucia e eu me caso com você.

Daquele dia em diante o rei se apressou em casar a princesa para quê pudesse desposar sua nova rainha. No dia quê Lucia fez desseseis anos, o casamento dela foi marcado. E depois de oito meses da morte de sua mãe, Lucia finalmente se casou. Na semana seguinte ao casamento da princesa, o seu pai se casou.

Bom, toda princesa tem um príncipe certo? Errado. Aquele príncipe era o contrário de qualquer outro. Ele explorou Lucia ao máximo. De princesa ela virou gata borralheira. Carregava tijolos, areia, trabalhava igual uma condenada na casa da mãe do príncipe ao oposto. Foram anos de muito suor e escravidão.

Quando foi se casar Lucia queria um regime de casamento onde o quê ela fizesse ficasse com ela e o quê ele fizesse ficasse com ele. Mas ele não aceitou, ele disse quê tudo era dos dois. E quê ela poderia continuar carregando tijolos , areia, lavando a casa cuidando de tudo. E ela continuou, pois preferia acreditar quê não estava sendo explorada. E trabalhava dia e noite fazendo vários castelos tijolos por tijolos.

O tempo passou e esta princesa virou uma grande rainha, tão inteligente quanto linda e poderosa. Como a rainha aprendeu a trabalhar, ela não se importava mais com as esmolas quê ela deu para o avarento rei. Mas aquela rainha se tornou tão má, e seu coração tão gelado que se batesse produzia neve.

Um belo dia a rainha fez justiça por si mesma, deixou o falso rei explorador e foi trabalhar, pois durante anos sendo explorada sua maior arma era o trabalho, não precisava de um centavo daquele falso rei quê lhe deu o golpe do baú; ela só precisava de um último acerto de conta: se libertar de tanta falsidade, se livrar daquele quê tanto lhe explorou.

E esta liberdade não seria dada por nenhuma senhora baraqueira e louca por acordos financeiros. Quanta ingenuidade tem as pessoas avarentas por dinheiro e exploradoras do trabalho alheio. A liberdade da bela rainha viria com aquele quê lhe trancafiou lá atrás, a rainha esperava a liberdade dada pelo juiz, só ele daria a ela o quê lhe foi tirado, o dinheiro e os castelos nada valia para a rainha Lucia.

Dinheiro? não, não, não a rainha aprendeu a trabalhar, ela dá como esmola todo o seu suor de anos, mas jamais perde uma batalha. O falso rei, ali naquela mesa, olhando dentro dos olhos da rainha Lucia não entendeu quê dinheiro nunca foi o objetivo da rainha; pois uma vez quê se torna rainha a coroa não faz diferença. O falso rei vai envelhecer sem saber quê rainhas fazem seus castelos em qualquer momento e em qualquer lugar!

Um grande abraço a todos