terça-feira, 15 de abril de 2014

Os contos secretos

 
 
O reinado de Avalon
 
Em um lugar muito distante havia um homem. Seus cabelos refletiam o brilho do sol, e seus olhos procuravam por algo perdido a muito tempo. A aflição de um sentimento que esvaire os segundos. Angustias que beijam-lhe no mundo. Amores de espinhos moribundos. Os sonhos em apenas um. Os homens sofrem em seus labirintos imundos; vivem, erram e deixam para traz seus destroços de felicidades.
 
Onde seu peito negro pela neblina de cores claras, gritava ao vento os tantos amores que já viveu. Sofria, e no peito se via o breu. Viveu. Morreu e ainda respirava! Era tamanha dor que sentia, ao mundo daria a volta em busca do motivo pelo qual seus olhos amargamente choravam. Ah, desespero de quem lhe bendiga, a amada, terna, eterna, e amiga. Saudade sorrateira na vida faz soleira. Está sempre por lá. Abre a porta; e ela, entra! Coração já não mais aguenta. E, a saudade do eterno só aumenta!
 
Em tantas tormentas, depois de muito caminhar; o guerreiro ajoelhou-se diante da porta. Já estava exausto, precisava do amor de Anastácia. A cavalaria ficou nas margens do rio. Amava num suplicio profundo, e silencioso enquanto longe do mundo. Chorava a canção bem lá no fundo. Um homem lindo, vestido de humanidade;  sem o rubor da face que pertence somente aos canalhas.
 
Mendrey sabe chorar; pois entende bem onde um homem deve sempre estar.  Desconhece o que não e teu, e sofre só por aquilo que e realmente seu! Apenas ama o que o eterno lhe deu. Porém a distância tolheu os sonhos. Em afins tristonhos, longe de cálculos enfadonhos, o amor permaneceu. Distante dos valores medonhos, Mendrey, cresceu!
 
Ah' amor, evoca-te e sente a inveja nos sonhos dos homens que queiram o  lugar seu. Mendrey vive um sonhar que a eternidade lhe deu! Cavalga nas nuvens de Anastácia. Mendrey existe porque já morreu! E encanta os olhos onde o amor lhe remeteu. Lá está, na soleira da porta; a imagem da mais bela mulher, em fracões de segundos ela se aproxima; beija-lhe, e desaparece na imensidão dos mais lindos sonhos. É ela, a saudade eterna. E no peito ferve o desespero, em vê-la; senti-la e não poder rete-la em suas  próprias mãos.
 
Um amor, no infinito  compasso, sublime no terno laço. E nos olhos refletem o que mais  inveja os mortais. Homens sem amor sofrem por demais! Amor entre deuses não há outros iguais. Estes amores são sublimes, desconhecidos dos mortais! Eles não se enganam, e sempre serão apenas um! E sempre retornam, e eternamente amam! São a porção máxima do infinito sentir. É belo, o mais bonito entre os homens. Consome as horas no mais doce pranto, remete-lhe ao mais puro encanto, um verdadeiro canto de amor na eternidade, dos olhos não se esconde a verdade.
 
Amor e acalanto dos dias que eterno implora.
O belo deseja a amada de todas as horas.
Mendrey, o amor além da compreensão do agora!
 
Em instantes o tempo se acalma, a nuvem da bela se dissipa. Ele enxuga os olhos, pega o escudo, olha para a roda; sente clemência pela ação da criação de Aragão. Vê ali, o sangue daqueles que desacreditaram no amor dos homens, e se tornam caças da falta de amor. Presas da ignorância desumana. Só Avalon entende o amor que nunca lhes consomem. Um amor eternizado num homem.  E ele, sente piedade daqueles que nunca serão amados por no amor de, e por Anastácia.
 
E o dia raiou, mais uma vez o sol desponta vindo lá de traz da montanha. Sobe em seu cavalo; entra mundo adentro. Em alguns instantes avista a tropa; encaminha-se para a ponta e a conduz como o mais nobre de todos os guerreiros.
 
Nos sonhos dos homens.
A alma produz.
Brilha tão clara,
e sempre seduz!
 
Somente um bravo guerreiro;
ama a própria luz.
Se ouve o trotar dos cavalos.
E aumenta a saudade de Anastácia.
Amor eterno Mendrey enlaça.
Descança nos sonhos amor meu!
 
 
Atendendo a pedidos.
Disponibilizo mais um conto que te conto, parabéns você veio a esse encontro descobriu este conto.
 
Os Contos Secretos.
Luciene Rroques.
Conto 3.
O reinado de Avalon.
Período Medieval.
 
Um grande abraço a todos!

domingo, 13 de abril de 2014

Quando um homem tiver a certeza de que é mais inteligente que outro, é hora de aprender que precisa aprender bem mais! Uma excelente semana a todos; um grande abraço!

 

Libertar a imaginação, aguçar a inteligência,  e abrir a visão do mundo dos homens, começa na infância e nunca termina. O desenho animado é a primeira forma de contato que o individou usa para entender o mundo. Na infância, eu particularmente, lia gibis; pois, não tive coleções de livros clássicos para ler.

Eu não lia cinderela, nem chapeuzinho vermelho. Eu lia irmãos metralha, eu lia tio pathinhas, eu assistia formiga atômica; etc... Nunca deixei de me fascinar por desenhos, sou capaz de ir ao cinema para vê-los. A inteligência tem que ter bases sólidas sempre, é preciso incentivar a leitura do mundo no subconsciente todos os dias. É fundamental aprender os motivos básicos da vida que estão além do óbvio; consiste em analisar a si mesmo e nunca ao outro; pois todo indivíduo é único desde a infância e incompreensível para sempre!

Ps; Mel obrigada pelo desenho, está aqui já postado! A música também postei Med, obrigada. Tenham todos um excelente feriado.

Um grande abraço a todos!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Meus eternos agradecimentos!

 
 
O caminho
 
Quando não tiveres um caminho;
Qualquer caminho servirá.
Mas se tiveres um caminho,
outro jamais o substituirá!
 
E quando olhar a tua volta;
perceberá os mais suntuosos caminhos;
e com o tempo entenderas que todos os caminhos levam a um único lugar.
 
E no momento em que a brisa tocar o seu rosto;
Olhe bem alto, mas para baixo!
 
Adentre as profundezas dos caminhos.
E verás a grandeza das coisas pequenas;
e encontrará  o teu próprio olhar.
 
Na hora que a noite se assentar a tua porta;
entenda que o final do caminho não chegou.
Abrace forte o vento e beije o infinito;
pois é nele que reside o pensamento humano na magia da vida!
 
Poesia;
Luciene Rroques.
Data: 20-03-2014
 
Abaixo; o trecho da entrevista concedida a Marina Santana; a quem agradeço por tudo e desejo cada vez mais sucesso em sua coluna e carreira profissional!
 
"Disse Luciene Rroques, poucas palavras, fala sempre pouco, custei para convence-la, mas, consegui. Tão jovem, sábia e premiada escritora goiana  evita longas falas; vai pouco aos eventos onde é exaltada, debatida e premiada; dona de uma historia incomum de carreira como escritora, e ainda desconhecida dos seus leitores.  Mas consegui por telefone um pequeno momento para que possamos conhece-la melhor. O trecho que me chama atenção na conversa e quero compartilhar com vocês nesta coluna é a fala da escritora depois que perguntei se ela faz parte da elite literária brasileira ou vem mesmo da plebe deste país?
Ela me respondeu:
 
"Sempre preferi as dificuldades, os desafios e as turbulências, pois são nestes momentos que estrei sozinha e poderei aprender o porque das mais difíceis caminhadas humanas. Não busco o alheio, nem tão pouco o sofrimento meu. Nem mesmo sou intima da eterna tristeza que abate os homens. Sempre estive e estarei na busca da razão pela qual milhares de homens são atordoados e entristecidos durante a vida, na convivência humana, desumana. Entender as pessoa é impossível, mas saber suas razões e mera observação."
Você é feminista? "Não, eu sou bióloga e quando escrevo homem para mim é especie, e não o gênero masculino; eu sou um homem, você é um homem e um homem do sexo masculino é homem espécie igualzinho a mim e a você!
Luciene Rroques; 21/03/2014.
 
 
Eu agradeço a vida por ser o que é; pois isto, faz os homens ser o que são!
 
Minha óptica, 2.
Minha eternidade em teus olhos!
 
 
Um grande abraço a todos!

domingo, 6 de abril de 2014

Quando a onça bebe água


Quando a onça bebe água



Nos meus passos; 
diante da natureza do que sou;
desconheço os rastros!
 
Pegadas que nunca ficam;
sigo com os meus próprios passos.
 
Caminhos sempre precisos.
Nos ombros carrego um laço.
Nos olhos me faço!
 
Descanso no paraíso;
e na natureza me abraço.
 
O espelho no qual existo;
nos olhos está o traço.
 
As horas e os minutos;
nelas o meu abraço.
 
O caminho é solitário;
e é nele que eu me acho!
 
Minha sombra não tem espinhos;
Feliz assim me faço!
 
Silêncio ao estar sozinho;
 solidão, o mais doce de todos os caminhos.
 
Sigo em leves passos!
 
 
Poesia;
 Data: 1998
Luciene Rroques
 
Um grande abraço a todos!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A leveza interior

 
 
A leveza interior de um ser humano, é aquela que seu corpo dispõe ao deixar-se preso em todos os banhos de paz. A leveza estará em águas interiores por onde se passou  enquanto buscava-se as respostas na sabedoria!
 
A paz é fruto da sabedoria do indivíduo; o grito é falta de paz. O mais inteligente dos homens sabe que nunca será suficiente o seu conhecimento; este, fala sem se apossar da razão do outro e nunca impõe a tua. Assim, jamais obrigará ninguém a dar-lhe o que não é teu, e nunca dará a alguem o que não lhe pertença! 
 
Em sua infinita batalha compreende o que é a união da sabedoria e do infinito das respostas. E quando caminha a passos largos; percebe o quanto já teve que percorrer  pequenos passos sem notar o caminho. Assim aprende-se a caminhar com leveza.
 
Nenhum homem prudente acredita em si mesmo cegamente; menos ainda, deverá acreditar em todos os outros homens; principalmente naqueles que precisam gritar desesperadamente. Aqueles que necessitam ser aceitos a qualquer preço não se banham de boas águas interiores; por isso precisa tanto de novas águas!
 
A  busca pela inteligência racional e pelo conhecimento é infinita e inatingível, e jamais pertencerá a algum indivíduo sobre a terra! Conhecimento, inteligência e sabedoria é individual e intransferível em sua essência; é viver dia após dia e entender tal condição de necessidades humanas!
 
Tornar-se-a feliz, o ser humano que: perceber o grito do avido por respostas; e, souber então, silenciar-se quando entender o porque do grito grave e descompassado com ritmo da paz, pois o homem leve em seu interior prefere silêncio  humano. 
 
Se tornará contente aquele que vê a face do descontente e lhe entende em plenitude de respeito; e não com: revoltas de mesmo descontentamento, pois, só assim, terá sempre sorrisos verdadeiros e não julgamentos aos alheios motivos do pesado fardo interno! 
 
Se sentirá realizado, na leveza do ser aquele que: souber diferenciar as diferenças entre os seres humanos e respeita-las por pura vontade própria. Pois, para este Ser Humano, a leveza interior e a plenitude mental é estável e duradoura.
 
 
Um grande abraço a todos!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Um convite para você!


“III SACI 2014” SEMANA DE ARTES E CULTURAS INTERNACIONAIS,



A semana Internacional de artes e culturas da ALAB é um dos grandes eventos brasileiros do gênero, com a maior variedade cultural mundial reunida em mesmo local. É um momento único para se apreciar todas as artes, pintura, literatura, música etc... No ano passado eu era convidada; até a minha posse; e como participante do evento de 2013, posso dizer que foi maravilhoso!
 
Este ano, venho como membro desta academia convidar a todos os amantes das artes, a participarem deste grande momento cultural da ALAB-RJ. BRASIL.  Você é nosso convidado; participe!

“III SACI 2014” SEMANA DE ARTES E CULTURAS INTERNACIONAIS, acontecerá de 21 a 25 de Maio . A PROGRAMAÇÃO EXTRA OFICIAL DO III SACI dentre em breve estará sendo apresentada no blog da ALAB. http://culturalbuzios.blogspot.com.br

Um grande abraço a todos!

sábado, 29 de março de 2014

O preconceito e a carne

 
 
O preconceito e a carne
 
O preconceito da carne ao longe se espalha. Rompe o mundo e talhe os novos homens. Esculpe as vaidades em montes vazios, repletos de pedras e injustiças frias. Embebedam as mentes que quebram o dom da poesia. Homens se desentendem em abstratas hipocrisias; todos detém a verdade, e que se dane a variedade de seres humanos! O egoismo define os homens que tão iguais sempre serão. E as vaidades de estar com a razão define os homens que são irracionais.
 
Oh; vida nebulosa dos olhos que o preconceito envia! Conceitos de uma vida em plena desvairia. Se destroem por sentimentalizações vazias. O homem cauteloso, não se banha em águas frias; entende a noite; compreende o dia. O homem feito de carne, preconceito sempre tem, e evita fazer o bem. Ofende a quaisquer outros para se sentir alguém! Esquece que viver está bem além. Pois no final sobra ossos. Sobra insultos em sua vida, usa o outro em sua própria espia. Se tornam incoerentes os homens que olham a carne, pois estes nunca percebem os próprios ossos que estão dentro dela. 
 
Falta entendimento da própria via. Parece simples rotular a vida e estar certo todos os dias. Complexo é aceitar o se ver sem distinção. Difícil é aceitar o outro e perceber a sua razão. Seres humanos já nascem egoístas e detentores de verdades vazias. Se petrificam em seu sub consciente para não ver o que está além de sua própria carne. E assim corre o tempo e os homens já não se vale da aparência por traz da carne.
 
Verdades preconceituosas que elevam apenas o próprio ego; assim se conduz o  humano cego. Como dificill é a vida aos homens que enxergam mas não podem ver. Envolvem-se apenas de próprio ego. Compreender razões humanas está além da simples visão; é embrenhar-se na mente e buscar razão onde não há jamais tal possibilidade. É despregar-se da carne e ver os ossos que lhe dão sustentação sem se assustar com eles.
 
O preconceito da carne esculpe homens que se esquecem que suas carnes guardam apenas  as imagens que lhes apetecem. Esquece que a carne um dia apodrece. Deslembra-se que na noite sombria de cada pensamento humano, a carne será o vazio profundo que deixa para traz apenas os ossos na escuridão da ilusória razão que nunca se alcança! Somente um homem despido de preconceitos promove suas mudanças!
 
Um grande abraço a todos!

quinta-feira, 27 de março de 2014

O jusnaturalismo e a pobre mãe

Fonte da imagem: google imagens



O jusnaturalismo e a pobre mãe

Esquece-te da justiça. E lamenta a cobiça daquilo que não tem. Envolve e sonha com o ouro de outrem. E chora a justiça que clama por alguém. Derrete a mascara daqueles que a tem. Ceifado é o homem que julga saber além. Crucifica. Pune. Mata a própria alma achando fazer o bem!

Pobre mãe, Izabela era mãe de primeira viagem. Casou-se com Lauro e passado uns dois anos veio o primeiro filho do casal. Naquela época, as coisas não eram tão fáceis quanto pudessem parecer aos olhos dos outros; que, por vezes cometiam as mais sangrentas injustiças, aquelas que se fazem com palavras na alma do outro,  em suas costas, longe de qualquer possibilidade de  defesa. Com palavras duras contra aqueles que criavam o seu filho com muita dificuldade, certa vez os melhores amigos se esqueceram do jusnaturalismo e  condenaram a imagem maternal de uma pobre mãe. Não percebiam, mas já estavam eles próprios condenados por sua injustiça.
 
A dificuldade alheia é uma teia. Permeia sentimentos muito além. Tolos aqueles que acreditam conhecer alguém.  Não é fácil  ser  vista a dificuldade  por quem não passa pela mesma situação! E ninguém nunca estará no lugar de outrem. Dois seres não ocupam o mesmo espaço. Até mesmo a alma de um ser humano tem seu local de morada durante a vida. Nada é de conhecimento alheio. Aquele que julgue fará sempre feio!

Quando o casal se uniu em matrimônio um ano e oito meses depois foi a vez dos amigos Paula e Damião. Eram todos grandes amigos e a felicidade era geral. As viagens faziam juntos. A missa do domingo era ponto de encontro dos casais. O quarteto de jovens eram agora todos casados, faziam até mesmo festas juntos, iam a balada e estavam sempre em contato de uma forma ou de outra. Uma amizade  verdadeira. O tempo foi passando e Izabela engravidou.

Com muito suor e sacrífico, vivia Izabela; sempre muito trabalhadeira desde quando solteira; e mesmo gestante continuou na lida. Era formada na faculdade de agronomia, mas isso não lhe garantiu um bom emprego; não deu muita sorte na profissão e trabalhava muito para ganhar pouco. Ela e o marido não tinham posses, nem heranças; tudo que possuíam eram seus braços para trabalhar e muita dignidade de gente que luta pra sobreviver . Compraram com muito custo, juntando cada centavo, a casa onde o filho nasceria, cresceria e não precisaria  pagar aluguel.
 
As festas antigas, o casal que  esperava um filho, diminuiu. O dinheiro agora era pra pagar prestações altas da casa,  pagar o parto, o plano de saúde, o enxoval da criança, os gastos domésticos do mês etc... As saídas de casa, o lazer, se restringia a casa de parentes e locais de pouco custo ou quase nada; pois sabiam muito bem o quanto podiam gastar por mês; e não podiam gastar muito.  Tinham que pensar no futuro da criança. Ir a um salão de beleza virou um luxo e Izabela já não frequentava mais o salão,  fazia ela mesma as suas próprias unhas e cabelo. Guardava as economias para comprar remédios, vitaminas e tomar durante a gravidez, pois assim, o filho nasceria saudável. 
 
Paula e Damião não se ocuparam de tais pagamentos, e tais preocupações, viviam um dia após o outro e assim a vida seguia.  Não se importavam com gastos da rotina, nem se preparavam para receber uma criança que estava para chegar. Não sabiam nem mesmo quanto isto custaria para aqueles pais. Suas vidas eram outra realidade.  Pagavam o aluguei de uma casa, na qual moravam. Não viam a necessidade da aquisição da casa própria para a família e para os futuros filhos morar. Pensavam na verdade era na herança que um dia iam receber da avó Margareth;  era uma casa,  e lá naquela casa iriam morar, sem ter que sacrificar para pagar absolutamente nada! As prestações de um carro que compraram logo após o casamento eram o maior compromisso do casal Paula e Damião.

Assim podiam gastar o que sobrava com o que quisessem! Os gastos eram controlados para uma vida relativamente boa; porem, pautada em falsos investimentos como: aluguel e prestações de um carro e passeios. Se esqueciam de algo chamado futuro e realidade. O mundo das aparências os embalavam em sono inconsciente de prosperidade. Viviam as fase das aparências fúteis, das ilusões. Embrenhavam-se na ignorância e não entendiam o que era a responsabilidade de criar uma criança e fazer um futuro familiar.  Paula, trabalhava poucas horas como  recepcionista e fazia o curso superior de Engenharia. Damião parou a faculdade  um ano antes de se formar. Preferiu  curtir a vida e seguir gastando o salário relativo que ganhava.
 
Com o passar do tempo, o quarteto de amigos se viu com uma linda criança entre eles. Pareciam que todos eram os pais daquele bebê. Leonardo era um lindo e fofo menino. Tinha os olhos brilhantes de quem acaba de chegar ao mundo. Precisava de estrutura em sua rotina para enfim, ter uma vida toda pela frente até o ciclo final de todo ser humano. Necessitava de investimentos financeiros e muitos cuidados diurnos e noturnos.

E tinha mesmo, um futuro todo, e não era um futuro qualquer, era um futuro com alicerces no suor de seus pais. Pois,  a mãe Izabela e o pai Lauro, dariam o melhor para Leonardo. Trabalhavam ambos o dia todo, oito horas por dia,  para ter dinheiro suficiente e pagar a casa que já era, e um dia seria o esteio de morada para Leonardo. Trabalhavam de Sol a Sol para pagar o carro que tiveram que comprar assim que a criança nasceu. Andar de motocicleta já não era viável, pois os pais queriam que Leonardo fosse transportado com segurança e se endividaram mais ainda para proteger a vida do filho. Aos pais que zelam, não dão balão com brilho; dão segurança à vida do filho!
 
Mesmo sem poder, venderam o meio de transporte que tinha que tinham e compraram um automóvel, com tal fato mais ainda o orçamento familiar apertou. A vida não era nada fácil para aqueles pais guerreiros. Era muito trabalho e uma vida corrida, com uma dura finalidade: pagar as contas. Os seus corpos já estavam cansados,  e suas mentes exaustas com tantos problemas da rotina de uma nova família.

Se tivessem dinheiro suficiente pagariam a melhor baba para Leonardo, mas como não tinham, contaram com a ajuda do casal de amigos Paula e Damião. Porém ao completar oito meses o bebê teve que ir para a creche; pois Izabela, tinha que trabalhar para ajudar o marido a pagar as contas e não podia ficar com o filho. A amiga Paula, também tinha seus novos afazeres agora como secretária em uma firma, e não ficaria mais por conta da criança. Izabela teve que dar um jeito. Pobre mãe, doí o peito. Sai bem cedo. Não tem jeito. Volta de noite. Dá de mamar no peito.
 
Logo após o nascimento de Leonardo, Paula sentiu uma forte maternidade, se apegou rápido ao menino;  ainda não pensava em filhos próprios; com isso se dispôs a olha-lo até os oito meses de idade. Para ajudar e poder ter reconhecimento da amiga, cobrou mais barato que outras babás. Izabela achou a ideia ótima, pois podia confiar a vida do filho à amiga e não tinha muito dinheiro.  Damião também adorava crianças e deu muita atenção ao menino durante os oito meses em que Paula lhe olhava.   É muito simples amar o sorriso de uma criança.  Difícil é compreender sem arrogância, a dificuldade em criar uma criança.

Era perfeita a parceria se não fosse por um detalhe; Paula e Damião eram seres humanos. E seres humanos são capazes de nutrir sentimentos injustos, maldosos, afiados na maledicência, alimentados por inveja. Seres humanos são capazes de desejar para si egoisticamente até mesmo o amor do filho alheio. Não imparta o quanto é feio, desejar amor do alheio.
De tal modo, Paula e Damião  estavam a um passo de cometerem a maior injustiça do mundo; e a cometeram. A cometiam todos os dias, em todas as ocasiões em que tivessem a oportunidade. Eram injustos a ponto de desmerecer o carinho, os cuidados financeiros, e o afeto do pai e da mãe de uma criança.
 
Certa feita, os pais sem dinheiro para levar a criança ao shopping, e ao pula pula de um circo que havia acabado de chegar na cidade, Paula e marido fizeram as vezes dos pais, levaram a criança. Mesmo que Paula já não olhasse mais o menino, ela permaneceu com vinculo com o garoto o que demonstrava a gratidão da mãe.  De tal modo Paula e Damião sempre saiam com Leonardo para passeios de criança. Se divertiam, sorriam e viviam um momento familiar como se estivessem com próprio filho. Se esqueciam que só estavam parecidos com uma família porque os pais de Leonardo haviam lhes cedido aqueles belos momentos de carinho que se registravam nas fotografias. Compraram algodão doce, balas, compraram brinquedos, fizeram todos os mimos e carinhos possíveis; pois, o dinheiro para tal eles tinham, mas os pais da criança não tinham dinheiro sobrando naquele momento. Aos pais sobraram o maior dos valores gastos com o menino, e a carência de não poder ver o filho crescer como desejavam e tirar as fotos que apenas viam nas mãos dos amigos.

O menino crescia e via naquele casal, os melhores pais do mundo; mesmo não sendo os teus pais. Enquanto o pai e a mãe de Leonardo trabalhavam para pagar a casa onde ele morava, e que por lei seria sua um dia. Damião, o amigo do pai,  dava para a criança, passeios, doces, balas, brinquedos; não tinha grandes obrigações com o garoto. Tirar doce de criança não é facil. Dar-lhe doces lhe conquista o coração. Dar-lhe fantasias é fundamental; porém, dar-lhe um futuro, é o maior dos gestos paternal!

A mãe de Leonardo, trabalhava fora e em casa. Cuidava do marido e do filho, lavava e passava a mão todas as roupas do pequenino, tinha-lhe muito zelo. E como se não bastasse pegava ônibus lotado todos os dias. Ia em pé dentro da condução e voltava do mesmo modo do trabalho. As pernas já estavam doloridas por demais, mas não podia se dar o luxo do descanso no sofá. Lavava as roupas da família, preparava o leite da criança, acordava de madrugada para lhe amamentar e medicar suas dores; preparava todos os dias a sua sacola para ir pra casa da amiga Paula.  Quando chegava a tarde, a mãe pegava o pequeno na casa da amiga, desfazia a sacola, dava-lhe banho, lavava as roupas e os outros objetos e assim a rotina de cuidados maternais seguia dia após dia. E leonardo cresceu!

Enquanto tais afazeres era de Izabela;  para a amiga Paula, sobravam as brincadeiras com a criança, os carinhos, e os ensinamentos primeiros de Leonardo durante o período em que ela lhe olhava. Treinava o menino a andar, a falar. A mãe pobre coitada, fez isso algumas vezes, mas o tempo era curto tinha que ir pro trabalho e cuidar dos afazeres diários. Ou aqueles pais se dedicavam naquele momento ou eles perderiam a casa, perderiam o carro e Leonardo passaria muitas dificuldades sem ter onde morar, sem transporte e com mais restrito dinheiro ainda para suprir as necessidades básicas de uma criança .

Izabela  precisava trabalhar, chegar em casa ensinar a criança a andar, a falar; e ainda tentar descaçar ao menos um pouco, era preciso, mas nem sempre isso era possível; pois os cuidados com o bebê,  com a casa, com o marido e com trabalho fora de casa, lhe tirava  boa parte do tempo que poderia ser usado para pegar na mão da criança e ficar horas e horas, todos os dias,  treinando-o para andar e ensinando-o a falar. No entanto, fazia quando o tempo lhe permitia.

Deste modo, a amiga que tinha tempo de sobra e específico para ficar com a criança, até porque estava sendo paga para tal,  lhe ensinava as primeiras palavras que a mãe cansada e cheia de obrigações  já não tinha o pique de ensinar, ensinar e reensinar até ouvir a voz do garoto.  Muitas das vezes Izabela tentava ensinar a palavra mamãe, mas tinha outros afazeres, e nunca dava para insistir suficiente e ouvir as primeiras palavras de Leonardo. Com isso a amiga viu ali a possibilidade de ouvir tais.  Assim o fez. E o menino passou a chamar Paula de mamãe. Izabela não criticava, nem mesmo com todo o ciume de mãe, agunteu calada aquela situação, preferiu esperar as criança crescer mais para lhe ensinar a forma correta de chamar Paula. Era sempre grata pela ajuda, mesmo pagando não julgava a amiga ser sua empregada, uma baba simplismente; afinal, era à amiga que ela confiava o seu filho. Deixava que o filho chamasse a baba de mãe e o marido desta de pai. Embora por dentro, seu peito chorava, pois perdia a exclusividade de mãe! 

Na sala, sentada no sofá  descaçando, pois não estava trabalhando naqueles meses em que olhou a criança para a amiga. E também  não precisava fazer outra coisa a não ser olhar Leonardo; pois, o restante ficava por conta da mãe quando chegasse do trabalho; Paula ouviu a palavra mamãe. Logo depois de treinar com Leonardo indo da cozinha para a sala, como faziam todos os dias, Paula disse para o menino:
 
- Leonardo fala mamãe, fala meu amor! Fala mamãe!

E Leonardo a olhou e a chamou de mamãe, pela primeira vez saiu sua voz!
 
Paula nunca se dera conta que tirou de Izabela a primeira palavra de amor do seu filho: -Mamãe, pois ele falou na ausência da mãe. E assim de mesmo modo aconteceu com a palavra papai e muitas outras palavras e frases carinhosas. Damião ganhou de Leonardo a palavra papai. As injustiças estavam ocorrendo e ninguém percebia; nem mesmo quem as fazia, nem mesmo que as recebiam! Grandes momentos que eram para ser vividos com a mãe ficaram de presente para Paula.

Era muito comodo amar o filho alheio e desfrutar no lugar  dos pais os melhores momentos; e não ter enfim que trabalhar arduamente, nem mesmo que se preocupar com dinheiro para custear a  rotina de sobrevivência daquele garoto. Não se ocupar dos problemas de uma família criando uma criança pequena, é estar cego ao  lado de diversas dificuldades e nao perceber o tamanho engano que se pode cometer ao julgar injustamente uma mãe!

Era muito fácil cometer tamanha  injustiça da maledicência, denegrindo a imagem contra aqueles que não estavam presentes para se defender. Por vezes o casal de amigos criticavam impiedosamente, e até mesmo já mecanicamente sem perceber,  expondo aos outros palavras que demonstravam as dificuldades  dos pais de Leonardo, e isso causava nos ouvintes má interpretações. Usando-as para desmerecer a maternidade e a paternidade de ambos. Lamentavel o homem animal. Não percebe que ao outro faz grande mal. Uso da palavra na forma descomunal. Ironias da vida faz o esforçado virar reu! Faz aquele que trabalha pra cuidar, virar imagem de cruel. Mas a vida é justa e aos injustos sobra o fel! Izabela via tudo aquilo, e sentia, mas ficava calada quando outros amigos do casal vinham lhe comentar as palavras maldosas de Paula e Damião.  Até porque o casal distorceria a conversa para parecerem inocentes; pois gostavam muito do menino e nao queriam criar intrigas com a mãe.

O estresse e a pressão da rotina de Izabela era grande desde a gestação de Leonardo, e não diminuiu com seu nascimento; mas sim, aumentou junto as responsabilidades. O cansaço do corpo e da mente era muito e rendeu a pobre mãe uma depressão pós parto. Não sabia o que fazer com tantas novas responsabilidades diurnas e noturnas. Mas nem por isso ela abandonou ou tirou a vida de Leonardo. Ela zelou dele como pode, o amou como o que ele realmente é: um pedaço seu e de seu marido apenas. Um fruto de uma união!

Se manteve forte, chorou escondida algumas vezes, mas foi levando a vida. Foi guerreira mesmo, por amor ao filho. Aos poucos superando toda aquela dificuldade que vivia na nova função de mãe sem boas condições financeiras. E a falta de dinheiro deixava o casal com escassos, pobres e cada vez mais raros lazer. Se a criança adoecia os remédios tinham que ser compro e os passeios ficaram para um outro dia. Faziam só o que o dinheiro dava. Não era fácil para o casal. Comprar balões coloridos é simples. É informal. Deixar de comprar balões e conomizar pros remédios é vital. Criança sem zelos é morte, é fatal. Sem balões se vive. Sem remédios é letal!
 
Leonardo já estava mais crescidinho e direto adoecia; pois vivia com outras crianças na creche e isso trazia as mazelas normais dos pequeninos. Era uma fase da vida.   E todos passam por ela. A mãe vendo que o marido conseguiu ganhar um pouquinho mais no novo emprego,   pediu demissão do trabalho e foi cuidar da criança. E com isto os amigos se afastaram um pouco mais do garoto e as revoltas e injustiças lhes ferviam por dentro.

Deste dia em diante, foi se dedicar a ser mãe; até porque Leonardo adoecia muito e Izabela ficava internada com a criança. Cumpria todas as suas difíceis funções de mãe, nunca deixou de cumprir nenhuma delas! E Paula, vez ou outra ajudava; mas não era sua obrigação todas as vezes e também não se internava com o garoto, isso é coisa de mãe!  O dia a dia, os cuidados, a lida com criança doente era da mãe sofrida e reprimida por sua condição social desfavorável. Já os bons momentos do crescimento daquela criança perteceram ao casal de amigos Paula e Damião. E agora a mãe aproveitava uma pequenina parte de vê-lo crescer. Ele crescia dia após dia e sorria amavelmente para a mãe, até elogios já lhe fazia!

Se no mundo tem justiça. Injustiçã não é invão. Quem faz pra buscar justiça a injustiça; suja as próprias mãos! O calor de um afeto não se faz de ilusão. A verdade seja dita, não existe humana gratidão. Cuidar é zelo completo. Não limita-se a dar balão! É preciso fazer de tudo sem nenhuma excessão.
 
Num certo dia de festa, na casa do senhor Souza um grande conhecido de Damião e Lauro, eis que chegam Paula e Damião. E ali naquele clima de festa começou o mais injusto de todos os julgamentos que Paula e Damião poderiam praticar. Ou seja,  denegrir a imagem de uma mãe, acusa-la e conde-la sem direito a defesa!

Cometeram uma injustiça da qual nunca se darão conta do tamanho dela até se perceberem no jusnaturalismo dentro do que fizeram; e calar as suas arrogâncias, pedir clemência e tolerância.  Izabela  e Lauro não foram a festa. Porque Izabela estava limpado a casa e lavando as roupas de Leonardo, enquanto Lauro lavava o carro e olhava o menino. Mas o casal de amigos pode ir a festa, pois não tinham nenhuma obrigação a cumprir; mas levaram em suas línguas o veredito da própria condenação.
 
O debate finalmente começou, e a injustiça foi feita. O casal que se dizia  amigos e auxiliares daqueles pais; julgou sem direito a defesa  e como resultado condenou a imagem daquela pobre mãe!

Diziam:
 
_ Senhor Souza a Izabela e o Lauro não se importam com o Leonardo ele foi rejeitado ao nascer. Eles não levam o menino para fazer bons passeios, nós é quem levamos ele nos melhores lugares. Deixam o menino correr perrigo perto de uma fogueira de São Jõao; nós dois e que temos que olhar o menino o tempo todo.  E tem mais, eles reclamam dos gastos que tem para custear uma ele, reclamam por qualquer dinheiro pouco. Eles não são bons pais! Eu nunca reclamarei quando eu tiver um filho e darei tudo ao meu filho. Tudo mesmo, não farei como eles fazem!
 
O Senhor Souza ouvia aquela injusta conversa e calado  só pensava:
 _ é muito fácil dar balas, brinquedos, passeios a uma criança ao invez de pagar as prestações da casa da mesma. Para que os pais vai olhar a criança se vocês não desgrudam dela; até mesmo eu aproveitaria o momento para descançar minhas pernas, pois andar atraz de uma criança o tempo todo não é fácil.  Fácil é não ter que lhe comprar as fraudas, as roupas e a alimentação. E não ter as pernas doloridas por ficar horas todos os dias andando atras da criança, zelando dela.  É muito simples passear por dias, horas com uma criança saudável e não ter a obrigação de se internar com ela em um  hospital, nem de olha-la durante toda a madrugada queimando de febre! É muito fácil viver bons momentos ao lado de uma criança de vez em quando!

Enquanto o senhor Souza pensava, o debate mais voltado ao monólogo; pois o raivoso e injusto senhor Damião continuava falando exaltadamente perdendo a pouca razão sem razão:
 
_ O senhor acredita que aquela mãe nem dá banho direito naquele menino coitadinho! Ela nao ensina as coisas direito ao menino. Ela não limpa a casa direito e menino adoece sempre. É culpa da estrutura daquela casa que é mal cuidada. Ela não quis ensinar o menino as primeiras coisas da vida, fomos nós quem ensinamos! Junto conosco ele é outra criança. Nós somos bons para ele, nós fazemos a coisa certa!
 
O senhor Souza mais uma vez ouvindo, em silêncio, falando o mínimo;  imaginava: _ Como era fácil falar mal daquela que deu para aquele casal, os primeiros carinhos do próprio filho, por pura falta de opção financeira! Como erá simples para aquelas pessoas que não dava banho todos os dias na criança, nem limpavam aquela casa,  falar de sua mãe! Quando a criança entender tanta injustiça como será que ela irá ver os amigos Paula e Damião?  Não pagavam uma casa e carro para dar conforto e futuro para aquele menino.  Como é fácil condenar ao inferno uma mãe que tenta sobreviver em mundo real e não nas fantasias de ser mãe e pai! Como é fácil julgar sem as profundezas do ser humano entender.

Que tristeza e tamanha pobreza é a injustiça humana! Um homem injusto é capaz de ter inveja e cobiça por tudo que não é seu.  Estavam ali mal dizendo dos pais que lhes davam apenas os bons momentos de seu próprio filho. Quanta injustiça saia da boca daquele casal contra os pais de Leonardo. Até mesmo Leonardo se indignaria se entendesse as injustiças  dos amigos  que reduziam a imagem do seu pai e de sua mãe ao expor suas dificuldades na criação da criança.
 
A conversa percorreu calorosa e com um ódio profundo do casal que durante todo o tempo tentou provar para o senhor Souza a sua tese de que: o amor da criança pelo casal; amor o qual a mãe e o pai lhes cedeu, era resultado de  desleixo, desinteresse, sovinagem e desamor materno e paterno. Quanta injustiça saiam daquelas bocas  cheias de ódio e sem nenhuma razão para tal. Bocas que se julgavam certas demais e esqueciam-se de suas próprias falhas!  Anos mais tarde aquele casal iria entender que julgaram sem a menor justiça os pais errados e condenaram sem o menor escrúpulo uma pobre mãe! E o futuro fez justiça.
 
Esquece-te da justiça. E não pares pra pensar no que é realmente teu. Sofre de cobiça por não buscar o dever que o mundo lhe deu. Inveja o que não tens, assim não teras o proprio teu! Maldizes toda tua fura e sofrerás pela justiça que vem ao encontro seu. E  sente, mas por orgulho não percebe que é doente. Doente de maldade humana! De injustiça. Se deprime na mente e vira fera sem razão! A vida é justa com todo tipo de gente; é bom prestar sempre atenção, justiça faz-se por todas as formas sem distinção.
 
 
 
Um grande abraço a todos!