Os Contos Secretos
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Não existe gratidão, não tem sapato branco na mão que segure a alma que só presa ambição. É preciso que o tempo leve embora a razão, pois aquele que preze o dinheiro não tem sentimentos não, por não conhecer o próximo esperava compreensão, mal sabia que encontraria só roubo, ingratidão e manipulação.
Ane era o tipo de irmã invejosa; passou a vida á invejar Irdalena, queria muito tudo que era seu. A começar por Vitorino, o marido de Irdalena, homem prendado que fazia um bolo mané pelado como ninguém mais sabia fazer.
Ane enxergava pouco, mas bem pouco pois sua alma era sombria, escura e fétida. Desde muito nova se deitava com homens sujos em troca de muito pouco ou quase nada, comida apenas. Ao passo que cresceu teve a ideia de ser rica. Nunca conseguiu. E isso lhe trouxe a inveja da própria irmã.
Não vem ao caso os métodos nada honestos pelos quais Irdalena enriqueceu; mas algo era fato, sua irmã Ane lhe inveja a cada dia mais. Vitorino enquanto viveu odiou Ane e sua filha Marthia, para ele elas não passavam de duas ambiciosas querendo passar a perna no primeiro homem retardado e desavisado que encontrassem pelo caminho.
Marthia foi criada e moldada por Ane que lhe ensinou a ser uma mulher de truques econômicos inacreditáveis, embora Marthia amasse os homens de olhos azuis, até chegou a ter dois filhos, uma menina e um menino de olhos azuis da cor do mar. Mas isso era o de menos quando se tratava de negócios; se deitava com aquele disposto estivesse a pagar-lhe mais. Marthia usava homens casados para lhe pagar contas, deitava-se com os colegas de trabalho a troco de qualquer trocado, os homens já lhe evitavam.
Irdalena, por sua vez mesmo vendo as ambições desmedida da irmã, tinha por esta o carinho de irmã, mas era muito cabreira com suas armações e nunca deixou que Ane lhe roubasse nenhum tostão. Ficava atenta a outra que aprendia cada passo da mãe. Não sabia ela o quanto lhe custaria caro a ambição da própria irmã. A vida do seu filho. Os anos levou o tempo e Irdalena já não mais respirava. Finalmente pela primeira vez Ane consegui roubar Irdalena.
Pegou o seu mais precioso e caro relógio colocou na bolsa de Marthia enquanto chorava ali vez ou outra. Depois como num passe de mágica viu o seu tão sonhado micro ondas, colocou-o dentro da caixa e saiu pela porta da frente chorando desolada, fingindo choro de luto dizia: - Irdalena me deu isso antes de morrer! Marthia confirmava tudo e com o relógio dentro da bolsa questionava: - Quem será que levou o relógio? Esta era a frase mais falada por ela que queria a qualquer custo induzir um culpado
No mundo há pessoas que fedem. Corpos vivos porem desalmados. Acumulam o que não vão levar. Culpam quem não é culpado. Manipulam os pobres coitados. Esse era apenas o primeiro roubo de muitos que viriam. Pessoas pobres, as de alma vazia. Calou o mundo; a boca de Irdalena já fria. Os olhos tristonhos; à mercê viveria, e pelas mãos de Marthia finalmente morreria. Mulheres vazias, comida já fria. A morte tão certa, e ninguém percebia.
O óvulo de Irdalena; ainda sobrevivia!
Não somos eternos, mas as palavras nunca morrem, elas ensinam!
Um grande abraço a todos
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