sexta-feira, 24 de março de 2017

Valentim e Bela

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fonte da imagem: Google imagens

Como se o mundo tão pequeno se moldasse, ao passo que ame e passe; nunca passa com Valentim! Seu brilho no olhar, o jeito leve e tão peculiar, passos ternos sempre a caminhar na direção do que é amar. O amor a eternizar. Um sorriso singular! Um olhar que fixa a alma da Bela fera numa única direção. Tem domínio do indomável em qualquer situação.

Transborda a felicidade no ar, em tantos desencantos o homem forte a se destacar, tem o domínio de um único olhar; somente Valentim consegue  as profundezas de tal olho penetrar. Valentim, tão breve e eterno; furioso, moleque e terno! Frágil em uma fortaleza que deu origem ao homem extraordinário capaz de merecer o amor da Bela fera.

E lá esta Bela, debruçada sobre a janela; espera, quimera dos olhos que em teus, mergulham em profundidade sem a possibilidade do Adeus. Bela,  a eterna fera desalmada, desenfreada de coração, um ser incapaz de amar um, em milhares na multidão.

Seus olhos aquebrantam as folhas secas que batem sob as pedras nas tristezas humanas. E ele, Valentim adentrou o deserto arrido e ferido da mais nobre de todas as damas; e, permaneceu eterno! Acalmou a fera que se esconde dentro da mais bela de todas as mulheres! Aquela que devora a alma do mais despreparado ao mais preparado dos mortais. A Bela que aos homens não tem compaixão; nunca se curva, e não os desejam por seus iguais; os jogam ao deserto de onde não saem jamais.

Por décadas, explodiu montanhas e  de amores morreram os mais valentes e capazes! Seu meigo perfume eterno seduz por demais, engana-se quem ultrapassa o muro onde ela dos corpos se desfaz. Como se fora um ácido, em rastros de desilusão são sempre deixados para traz! Caminha a Bela, vivaz, sóbria, única e letal em um mundo de seres tão igual. Amar tamanha beleza seria ariscar-se por demais.

No mundo há quem assista, em instante, no amor há os que o faz! Audaz, tão petulante, sem escrúpulos de distinção Valentim pulou o muro da solidão, pouco teve medo da falta de compaixão que a Bela fera teria ou não; dominou-a com o maior de todos os aliados, deixou o tempo fazer a solução! Moldou cada segundo ao seu modo sem ilusão, num romance tão profundo reconheceu teu próprio coração. Viu suas almas refletir. 

E o amor permaneceu em meio a multidão; lá estava Valentim o único que detinha a Bela fera em suas mãos. Não se rendeu a mortandade que ela detinha no coração. Não se intimidou! Fez viver-se no eterno, deu aos passos tua mão, caminhou ao seu lado; reinventou a ilusão, saboreou com ela a solidão. Valentim fez sonhos acordado, levou o amor pra imensidão vasta do mundo daquela fera tão bela, Bela!

O único homem amado, Valentim é o varão! Um ser iluminado, eterno sem compaixão; matou a frieza de Bela; adentrou-se ao muro do tão alto portão. Beija-lhe daquela janela, roubou o teu coração, fundi-se em tua alma no real mundo da ilusão. Tua alma entregou a Bela, em troca levou a fera ao domínio da eterna paixão. Em segundos a detêm em seus braços para o amor de eterno laço cravar na alma que duas se parece, mas é apenas uma que jamais se esquece.Valentim e Bela é amor sem comparação! É a realidade da ilusão.    



Um grande abraço a todos!
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