sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quando o vento soprar

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Amor é um completo bem estar, de onde nunca se sai, e para onde sempre se quer voltar. 

O barulho ensurdecedor do silêncio levou Anastácia até a janela do palácio. E de teus olhos na alma; ao calar o amor dos mortais. Perfeito ao longo de muitos anos; este é amor se faz. No rosto suave que almeja; o único capaz de amar além. Somente há duas almas que se fazem bem. Um eterno e verdadeiro sentimento que em tempos já se tem. Assim é o amor dos Deuses; deseja a vida de muitas vidas juntas vividas.

Sem importar-se as guerras travadas em batalhas crucificadas de gente inocente. O tempo lhes é pertinente. Noites tristes e divididas, milênios distantes na eternidade de muitas vidas de um; em dois corpos dispersos. No lapso do tempo para amar. E cá está o amor em sua plenitude adormecida. Mendrey é para o resto de todas as  vidas! 

Lá estava ele, ligado nos pensamentos de Anastácia. Perfeito, em um só lamento; distante do final de um sentimento, vidas em clamor, tamanho é o sofrimento, na distância de um verdadeiro grande amor. O coração em descontentamento, saudades que leva o vento, dor em qualquer tempo há distância no calor!

Naquele dia, implacável seria a vida se não desse o entender do amor que eternamente há de viver. Pois nada nesse mundo é capaz de romper o amor dos imortais, aqueles que não se esquecem jamais; e onde quer que estejam seus corpos de encontro ao amor se faz; inclinam-se, curvam-se diante um do outro! 

Lhes turvam o pensamento da vida, nas almas que mesmo adormecidas se amam por demais; o amor entre Anastácia é Mendrey faz-se nos mais belos ritos dos anormais; aqueles que não amam apenas o corpo, aqueles que não veneram o sofrimento da convivência na decadência do adeus, aqueles que se amam pelo simples contentamento do outro lhe ser a parte que completa o infinito do ser. A alma no intento da felicidade eterna por se ter, um verdadeiro amor.

Mendrey com a voz vigorosa e sempre suave que apenas os deuses têm, transportou-se para a sua amada que tão longe no tempo detêm, tão perto  de teu bem. Anastácia olhava a multidão que caminhava quando lhe viu distante, olhava em sua direção. Admirava o som do vento que lhe trazia o amor. Amor que o mundo não detêm, amor que ultrapassa o lamento; e se solidifica nos pensamentos de eterna ternura. Dois corpos em agruras, duas almas puras. Olhos que se beijam sem se ver; lágrimas de saudades que não se pode conter. Mãos dadas sem se perder, na caminhada da vida. 

E por mais que os homens se odeiem, por mais que as guerras sejam sangrentas, passa-se os anos de tormenta e o amor perfeito reside em um único lugar. Distante dos mortais; onde apenas os deuses hão de habitar e não há espaço para nada mais. Constelação de estrelas a brilhar iluminam os canais. Na mais simples de todas as possibilidades: eterno ato de se amar sem maldades. Uma alma, dois mundos a vibrar; eterno é o sentimento de quem lhe sabe cultivar. Anastácia e Mendrey amor em qualquer lugar.

A marcha prosseguia, as pessoas se olhavam, os rostos se apagavam. A cavalaria passou mais uma vez em frente ao palácio, e lá estava Anastácia, beijando  o vento que lhe trouxera a mais doce de todas as vozes que já ouvira. Voz esta que reconheceria a qualquer tempo. Em meio a uma multidão de sentimentos, não há sofrimento quando se reconhece o verdadeiro amor. Os olhos de Anastácia brilhou.

A multidão foi andando e a cada toque dos cascos dos cavalos ao solo, o vento levava consigo a ternura do amor de Mendrey que invadia a alma de sua amada; sua eterna morada para a vida; portão de passagem restrita a aqueles que permanecerão juntos eternamente. Mas, não fora em vão o atento soar das almas que não se entendem, embora se vejam. 

Um grande abraço a todos.
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