sábado, 26 de março de 2016

Ao Amor!

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Amor audaz, um dia a mais!


E enquanto distante do mais precioso diamante que se pode amar, Anastácia e seu olhar! Embala nos sonhos de um doce ninar, cavalga na calmaria dos olhos que teimam em acordar; e Avalon lá está. O amor por criação, não contempla só a emoção, se traduz na solidão, faz-se a eterna devoção; dois seres e um só coração.

Foram noites sombrias de uma profunda paixão! São séculos de eterno desejo; tatuados no gosto de um beijo. O amor na verdade de um coração e duas emoções; o amor além dos portões do inferno. Amor eterno. Assim se passam os anos para Mendrey e Anastácia.
E no corpo que o teu enlaça; descobre o gosto da mais pura neve que passa; sente a toque gélido da morte, não há vida sem corte. Sofrimento da própria sorte. E nem tão pouco deixará de haver amor depois da morte. São tempos profundos de pouca corte.

Palácios e guerreiros a beira da morte procuram o amor sem norte. Amor não é sorte! Tempos em que se ultrapassou o amor verdadeiro. De um sonho sempre o primeiro.  O amor eterno solteiro, Morfeu se fez sorrateiro adentrou-se na alma das damas, dominou o mundo dos homens!

Lá estava Anastácia, deitada sobre o leito, Avalon em seu peito, eterna magia do amor. A verdade da dor que sente, amor eterno não mente, e seus olhos traduzem a arte de amar. Ao corpo que se valia, rebeldia dos anjos que teimam em se calar. Em um sono profundo, eis que Mendrey ali sempre está. Com um sorriso no rosto, olhar de menino disposto; um toque sereno a lhe chamar!
_ Vida! Minha vida, para sempre vou lhe amar, minha Anastácia.

Tão doces palavras, a fez despertar, adormecida a calmaria da brisa do mar, Avalon presente sempre está. Sentiu em teus lábios a paixão do eterno olhar; Mendrey segurava-lhe as mãos, beijava-lhe a face! No mundo dos deuses não há farça, e a verdade se enlaça eternamente ao amor que nunca passa! Abriu finalmente os olhos; e a nuvem que branda o tempo, o amor veio lhe tirar. Na ira eterna dos Deuses que de Anastácia vivem a se enciumar, é tanta a vigília que lhes fazem a beira mar! Construíram uma masmorra e a aprisionaram lá.

De olhos abertos, no quarto deserto, o amor tão distante é aquele que sempre está perto. Num tempo tão profundo, em que o mundo cobre-sede dor; Anastácia e Avalon se cobrem de amor. E onde quer que eles estejam não há Zeus que seja capaz de destruir o amor de milênios atrás. Não há força que lhes impeçam jamais; tão grande amor apenas se constrói de paz; é assim que:  se amam  sempre mais e mais. Diminuir tão verdadeiro sentimento jamais.


Ao tocar os pés ao chão, um vento sorrateiro bateu no portão, Anastácia olhou da janela e seu olhar não foi em vão; Mendrey deixava a mansão, seus cabelos refletiam o brilho do coração; era mais que emoção, beijou o seu amor na solidão. Começou mais um dia, começou um dia a mais na história dos imortais!

Um grande abraço a todos!
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