segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Conto


Fonte da imagem google



                                                             Por milhares de anos o amor!

Dizia Anastácia quando mais uma vez Dante aparece-lhe a mostrar as esferas do inferno, tirou-lhe a visão mais bela de todas: o corpo de Mendrey  a lhe chamar. Disse ela, virada para a janela, com o divã bem ali, logo atrás:

_E desejo-lhe eternamente! Com toda a força de minha alma. Ao tempo que passa, consoante aos teus belos olhos, em um lamento que cobre as pegadas do vento; e com elas, todos os meus pensamentos para sempre são teus. Fechou os olhos e lágrima escore-lhe na bela face.

Vestia azul naquela! O corpo que eternamente fora o amor de Anastácia. Era Mendrey. Estava ali, diante de teus olhos. Deitado em um divã, sorridente chamou sua amada.

_ Ei, amor, quero você aqui comigo, você é minha vida; te amo! Obrigada por ser a minha princesa.
Disse-lhe Avalon de Mendrey. E Anastácia lhe viu por completo, uma visão dos deuses aos olhos de sua amada. O amor entre os imortais, não diminui por ser forte demais; apenas cresce mais e mais! Não há altos, nem baixos; não há tempo que lhes satisfaz. Querem tudo e muito mais. Amor eterno dura  mais; aos sonhos humanos é amor por demais, o sonho de muitos que no peito jaz. Sorridente Anastácia virou-se para Mendrey. Avistou o divã.

É o amor de seres imortais, não há corpo que substitua o que apenas o tempo na alma traz. Um amor além da vida em que não há vestes que lhes deixe perfeitos, pois o nascem assim: sem possibilidades de defeitos. Como vem ao mundo, perfeitos os deuses do grande Olímpio, Anastácia e Avalon. Algo descomunal que fere o princípio da inércia, e reage ao cume da inobservância da mente! Transcende o estado físico da matéria e assim impera.  Os olhos, janelas da alma, tornam-se a porta para o inferno em cada visão.

O coração se aquece ao corpo que jamais padece de amor, ao extremo da dor na alma, se agita o mundo que nunca se acalma. E por mais que o tempo passe, o amor verdadeiro nunca termina, não é algo que se perca na primeira esquina. É sim, a maior mina de mais e mais sentimentos todos os dias a brotar. Quando avistou Avalon em sua frente, deitado no divã, sorridente a lhe olhar, palavras intensas, no ouvido a lhe sussurrar, sentimentos que só o silêncio compreenderia!

Anastácia em estado de latência, observava-o, com um largo sorriso no rosto, o seu grande e único amor brincava de ser feliz! A cada palavra que Mendrey usava o amor mais e mais lhe atormentava a alma; assim as almas se misturavam em um éter de sono profundo. Apenas uma chave, somente uma fechadura e a porta do paraíso que apenas aos dois se pertence, abriu mais uma vez. O incansável e atormentador sentimento estava ali, diante de seus olhos; na sala de estar. A milenar e única arte de se amar.

E Mendrey lhe disse:
_Eu te amo tanto, mas tanto, tanto. O que sinto por ti está além de amar. Em tantos anos e nada mudou. Aumenta. Ah, minha amada, como desejo você para mim! Somente você me serve para amar.

Nesta vida de mais valia; nada mais valia a pena senão: o amor de Mendrey. Os olhos que nunca mentem, o amor feito no eternamente. Consola-lhe a mente, no corpo que ao desejo impera a vontade dos homens. Amor eterno! Terno amor de duas partes que apenas se completam juntas. Anastácia sem Mendrey não se completa e Mendrey sem Anastácia, não seria Mendrey.

Quando, deu mais um passo, se debruçaria sobre o corpo de Mendrey naquele instante. O abraçaria com toda sua força! Estendeu a mão para alcançar-lhe no brilho dos cabelos; eis que: a visão mais perfeita que já tivera desaparece diante dos olhos. Sentindo o amor que por ti se enlaça! Eterno amor é o de Mendrey e Anastácia!

O Sol nasceu novamente pela janela do castelo.


Um grande abraço a todos!
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