Conto

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Por milhares de anos o amor!
Dizia Anastácia quando mais
uma vez Dante aparece-lhe a mostrar as esferas do inferno, tirou-lhe a visão
mais bela de todas: o corpo de Mendrey a
lhe chamar. Disse ela, virada para a janela, com o divã bem ali, logo atrás:
_E desejo-lhe eternamente!
Com toda a força de minha alma. Ao tempo que passa, consoante aos teus belos
olhos, em um lamento que cobre as pegadas do vento; e com elas, todos os meus
pensamentos para sempre são teus. Fechou os olhos e lágrima escore-lhe na bela
face.
Vestia azul naquela! O corpo
que eternamente fora o amor de Anastácia. Era Mendrey. Estava ali, diante de
teus olhos. Deitado em um divã, sorridente chamou sua amada.
_ Ei, amor, quero você aqui
comigo, você é minha vida; te amo! Obrigada por ser a minha princesa.
Disse-lhe Avalon de Mendrey.
E Anastácia lhe viu por completo, uma visão dos deuses aos olhos de sua amada. O
amor entre os imortais, não diminui por ser forte demais; apenas cresce mais e
mais! Não há altos, nem baixos; não há tempo que lhes satisfaz. Querem tudo e
muito mais. Amor eterno dura mais; aos
sonhos humanos é amor por demais, o sonho de muitos que no peito jaz. Sorridente
Anastácia virou-se para Mendrey. Avistou o divã.
É o amor de seres imortais,
não há corpo que substitua o que apenas o tempo na alma traz. Um amor além da
vida em que não há vestes que lhes deixe perfeitos, pois o nascem assim: sem
possibilidades de defeitos. Como vem ao mundo, perfeitos os deuses do grande Olímpio,
Anastácia e Avalon. Algo descomunal que fere o princípio da inércia, e reage ao
cume da inobservância da mente! Transcende o estado físico da matéria e assim
impera. Os olhos, janelas da alma,
tornam-se a porta para o inferno em cada visão.
O coração se aquece ao corpo
que jamais padece de amor, ao extremo da dor na alma, se agita o mundo que
nunca se acalma. E por mais que o tempo passe, o amor verdadeiro nunca termina,
não é algo que se perca na primeira esquina. É sim, a maior mina de mais e mais
sentimentos todos os dias a brotar. Quando avistou Avalon em sua frente,
deitado no divã, sorridente a lhe olhar, palavras intensas, no ouvido a lhe sussurrar,
sentimentos que só o silêncio compreenderia!
Anastácia em estado de latência,
observava-o, com um largo sorriso no rosto, o seu grande e único amor brincava
de ser feliz! A cada palavra que Mendrey usava o amor mais e mais lhe
atormentava a alma; assim as almas se misturavam em um éter de sono profundo.
Apenas uma chave, somente uma fechadura e a porta do paraíso que apenas aos
dois se pertence, abriu mais uma vez. O incansável e atormentador sentimento estava
ali, diante de seus olhos; na sala de estar. A milenar e única arte de se amar.
E Mendrey lhe disse:
_Eu te amo tanto, mas tanto,
tanto. O que sinto por ti está além de amar. Em tantos anos e nada mudou.
Aumenta. Ah, minha amada, como desejo você para mim! Somente você me serve para amar.
Nesta vida de mais valia; nada
mais valia a pena senão: o amor de Mendrey. Os olhos que nunca mentem, o amor
feito no eternamente. Consola-lhe a mente, no corpo que ao desejo impera a
vontade dos homens. Amor eterno! Terno amor de duas partes que apenas se
completam juntas. Anastácia sem Mendrey não se completa e Mendrey sem
Anastácia, não seria Mendrey.
Quando, deu mais um passo, se
debruçaria sobre o corpo de Mendrey naquele instante. O abraçaria com toda sua
força! Estendeu a mão para alcançar-lhe no brilho dos cabelos; eis que: a visão
mais perfeita que já tivera desaparece diante dos olhos. Sentindo o amor que por
ti se enlaça! Eterno amor é o de Mendrey e Anastácia!
O Sol nasceu novamente pela
janela do castelo.
Um grande abraço a todos!
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