domingo, 29 de março de 2015

Anastácia e Avalon


fonte da imagem: google



Dados do texto:
Personagens:
Anastacia
Avalon de Mendrey III
Lorde Lougan
Marvi - Feiticeiro

Local dos Fatos:
Craves ( cidade imaginária em forma de labirinto)


Ainda no Craves

Eram duas e quarenta e sete da manhã, Mendrey não aguentava mais a espera por sua amada. Estava tentado a invadir aquela infernal prisão. Estava em Craves o amor de seu coração. O seu corpo contorcia, em um leve e  pesado desejo de viver a intensidade de um amor único. Amor este que, apenas a morte separa de tempos em tempos; mas nunca o destroi. 
O céu com  nuvens claras cobriam a cabeça do nobre guerreiro que: com os olhos distantes esperava a imensidão da noite dar luz ao dia! O coração ardia em um frenesi intenso. O desespero por sua amada crescia, os olhos lacrimejavam; e o guerreiro chorou! Em momento de subta ira, fortemente  esmurrou o ar, chamou por sua amada até se deparar com o portão de Craves. Silêncio. Os soldados guardavam o local como se fossem águias famintas e vorazes por sangue!
Naquela época Anatácia ainda estava presa no Craves, Lorde Lougan era uma das faces de Morfeu. Os soldados caminhavam de um lado ao outro. As ordens eram claras. Ninguém entra. E Anastácia, não sai!  O silêncio era perturbador, Anastácia sentia o vento frio que beijava-lhe a face. Enquanto a sua pele alva,  vestida da mesma forma que veio ao mundo,  se confundia com os lençóis de seda, os quais cobriam-lhe do frio tórrido da distância de seu amado. 
Um sofrimento profundo na alma, uma agonia que: mastiga  os segundos e degusta delongadamente os minutos, abatiam o semblante da bela moça. Sofria, como se sangrando morresse aos poucos por não estar ao lado de seu amado. Chorava em silêncio. Quando ouviu o chamado de Avalon em sua alma. Uma lenta e fina gota de lágrima escorreu do olho esquerdo em direção ao lençol. Mendey via as lagrimas de sua amada em tuas próprias, pois, não muito longe as lagrimas de Avalon rolavam naquele instante.
Sentiu o peito apertar pela proximidade de Avalon, ele estava por perto. Abriu os olhos,enrolou-se no alvo lençol, com os brancos pés descalços caminhou, foi até o corredor, um guarda dormia, dois conversavam e um outro de costas estava. Anastácia sorrateiramente, nas pontas dos pés, saiu do quarto. Se conseguisse chegar até a quinta porta sem ser vista, passaria para o jardim e no jardim chamaria avalon sem que os guardas pudessem ver . Avalon estava perto, sentia, como nunca a sua presença!
Era um jogo ariscado. Passar por cem homens armados de ordens do lorde e armas em punho! Todos muito bem preparados, porém o amor, calvário encarnado. Um só corpo é dois, em ambos os lados e o sangue de Avalon, corria nas veias de Anastácia. Teve certeza naquele momento. Sentia-lhe pulsar no próprio corpo. O seu sofrimento, o choro silencioso, sentia intensamente tudo. Caminhou com passos rápidos por aqueles corredores! Avalon estava ali, tinha plena certeza.
A uns trezentos metros de distância, Avalon abaixava-se na escuridão da noite, ajoelhava ao chão, erguia as mãos para o alto, vestido como um guerreiro, cabelos negros contrastavam com a clareza da lua, olhos mel derramavam as gotas mais puras de um subto e imortal amor; desejo que acompanha-lhe a mais de mil anos! Numa luta  frenética por encontrar, amar e se entregar, aos braços de Anastácia.
No terceiro corredor Anastácia encontrou-se com o feiticeiro Marvi, Ah momento estranho, sentiu as pernas paralizar, viu Avalon; ali, em sua frente, atirou-se em seus braços, mas o calor não era o mesmo.  O amor frio. Coração vazio. Não veio o arrepio. Estava muito frio. O sangue acalmou-se no corpo de Anastácia. Sentiu que ia cair ao chão. Marvi não deixou, apanhou Anastácia em seus braços. O lençol,  deslizou sobre aquele alvo corpo e caiu ao chão. Marvi seguiu enfrente e o deixou para traz. Em paços firmes e leves, ele  caminhou  por mais quinze corredores até coloca-la novamente em outra cama. Acariciou o seu belo rosto e Anastácia via Avalon a lhe acariciar!
Um sono profundo invadia o corpo de   Anastácia. A cada deslise das mãos de  Marvi sobre seu rosto, o sono aumentava; ainda acordada, olhava com os olhos praticamente fechados,  mas via Avalon, frio, mas era Mendrey! Porém, a alma não reconhecia aquele toque, adormeceu. Marvi abaixou-se lentamente, beijou os lábios de Anastácia, percorreu com os olhos eas  mãos  alva pele, foi descendo até seus pés, beijou-lhes. Anastácia! Chamou seu nome. Lá fora, já era novo dia. E Marvi, feliz olhava pela vidraça o orizonte. Mendrey já estava distante mais uma vez!
Um grande abraço a todos!
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