segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Os contos secretos


fonte da imagem: Google imagens.


Flowers à Mendrey

Se tropeças em meus sentidos descortina-te na penumbra de quem me ama. Oh, dor que sangra ao passo que tu me chamas. Em obscuros caminhos caminha-te na minha solidão. Uma luz na imensidão. Há nos olhos o ardor da mais incompreendida emoção. Corta o vento aos cabelos da ilusão. 

Ah, teu corpo eterna minha devoção a sua insana maldição! O toque da alma no teu coração abala, esfria-te o leito, derrama-me em teu peito, acalma-te; em teu sofrimento profundo,  mergulhas em meu infinito mundo. Paira o silêncio na vastidão do tempo; és tu: o contentamento, descontento. A morte leva os dias teus. Embriaga-se na dor,  os olhos buscam o sonho do mais verdadeiro calor. Cala-te no doce silêncio de um beijo mortal. 

Em soltos  e verdadeiros sonhos lá está você. Ah, solidão da poesia que contrai a alma mais singela. O som em forma livre e bela, esconde o alvo dos sonhos além. Mendrey III amor verdadeiro ao bem, sonha como ninguém. Na vitrola já não toca a canção dos ouvidos do amor. É triste, o som que abala as almas frias, contemporâneas desta sangrenta existência, pessoas desalmadas que vivem só de aparências; desprovidas de calor verdade. Aqui só amor Shiron Shedase,  grande, terceiro. Amor verdadeiro.

O violino constantemente chora, a voz da morte implora por ti, Mendrey III o imortal a seguir. Cravei-te em sonhos na imensidão. Jamais morreras o teu coração. Levei-te na historia dos homens. Amei-te ao modo tristonho, perdido é o sonho de quem queira o amor teu. Ah Mendrey, es a saudade de uma eternidade voraz. Amor incompreendido que não se alcança jamais. Silêncio, aos olhos que choram e na face assim jaz. Compraz a dor de um segundo, são diferentes das horas de nosso mundo. Os dias se vão.  O amor não se trai. E nada e em vão.

O cair de mais um dia invade a noite que certeira escala a janela de todos os apartamentos. É silencioso o momento. O toque mais doce de nossa canção. Flores enfileiradas em nosso sótão. O castelo já está vazio, telhas de aranha invadem o nosso salão de dança. O violino insiste em chamar por nós! Olho-te na imensidão da alma que imortal eleva-te em meus braços. Soluços que fortemente  nos faz ouvir a mais linda de todas as canções. Emoções! Alimenta-te amor às compaixões! Flores e nossas canções.


Um grande abraço a todos!