sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Os guardiões


fonte da imagem: google imagens


Os guardiões

Muito cedo ou tarde demais; eu, tu, ele, nós, vós: guardiões da paz. Caminhamos por jornadas frias em busca de muito  mais, encontrar-se na penumbra à busca de paz. Em longos caminhos, tropeços em animais. Vorazes as suas almas cada vez mais. A frieza da alma que nunca se compraz. Homens eternos animais. Longos, extensos caminhos que não voltam mais. Percorri os segundos, e aprendi como se faz! Paz.

As pessoas feridas caminhavam pela rua, seus rostos sofridos imploravam amor à lua. Caminhada da alma nua, só os lobos uivam na forma crua; pobres mulheres nas ruas. Feridas as suas almas nuas; mulheres perdidas nas ruas. Em um mundo de sofrimento e desilusão, pessoas de cabeça baixa andavam e caiam ao chão. Uma grande multidão. E ao longe espreitavam os guardiões. Poucos são escolhidos entre milhões. É verdade, há guardiões! Entre tantos na multidão, eis o zelo que vem de todos os guardiões. Abraçaram em seus infinitos corações, a paz que sinto vem de meus guardiões, pessoas puras de suas emoções.

Tomei pela mão a tristeza, vi beleza na frieza crua. Caminhei sozinha em direção a lua, cruzei infinitas ruas. A noite escurecia cada vez mais. Ao longe  ouvia os homens feridos que buscavam a paz. Intolerância crescia cada vez mais. Caminhei a passos vorazes, enquanto abaixo do solo muitos jaz, caminhei ainda mais. Caminhei sem olhar para traz, cruzei desertos de ignorância. Pulei de penhascos de intolerância. Desviei-me das balas da ganância, vi ao longe a paz que se alcança no reflexo da pura semelhança!

O gelo das almas me ensinou a sorrir. Desgraça pouca tornou-se matéria prima. Tormentos infinitos moldaram as glórias. Aprendi os códigos dos mortais. Caminhei cada vez mais! E quanto mais andei, mais perto cheguei da paz. Caminhei ainda mais! Enquanto em meu silêncio espreito a maldade dos homens, controlo em mim o monstro que tenho, meu amado leviatã; acordo contigo dormindo as minhas manhãs. O homem feito de si, é o monstro que pode domar. Caminhei nos mais perversos e peçonhentos sentimentos sem nunca me amedrontar. Aprendi a lutar.

Desviei a porta do meu olhar, aprendi a lutar. Passei por pessoas feridas e ali me pus a ajudar, aprendi a lutar. Em dias frios homens vazios descobriram o meu olhar. Lastimável, se puseram a chorar! Aprendi a lutar. A paz que me persegue não me deixa calar, aprendi a lutar. A intolerância dos arrogantes já nem chega a me encontrar, aprendi a lutar. A maldade alheia sei bem degustar, aprendi a observar. Não há nada neste instante que eu possa desejar, aprendi doravante; um painel onde há brilhantes, só eu posso chegar; já nem preciso lutar, está dentro do instante em que o eu não é além de estar, é o ser a embarcar. Uma viagem só de ida. Aprendi a lutar; e não há nada que eu não possa domar!



Um grande abraço a todos!






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