domingo, 16 de novembro de 2014

Poesia.



Fonte da imagem: Google imagens.



A onça

No meu tempo aprendi com o vento
Fiz sonetos para ninguém.
Sou tão breve e furiosa 
Não adianta me querer bem.

Sou assim tão ardilosa; 
E ninguém me faz refém!
Sou uma onça perigosa,
Que não procura alguém!

Vive um mundo bem além.

Sou a confusão de muitas mentes,
Que me olham e não me vêem.
Sou de mim a mais preciosa rosa,
Uma rosa sem quem detêm;
Tão narcisa de meu bem!

No meu tempo aprendi,
Não dever para ninguém;
Aprendi a falar alto;
E só falo muito além;

E só na consciência; todos me ouvem!

Não falo de mim mesma
Não retruco para alguém,
Minha vida é sempre meu tudo!
Não me falta o ego bem.
O silêncio me convém.

Pobre alma que me ame;
Que se entenda em si também, 
E aceite a ideia:
Ninguém jamais me detêm;
Pois, não sei amar ninguém!


Um grande abraço a todos!
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