quinta-feira, 24 de julho de 2014

Poesia ( Meus agradecimentos)





Meus eternos agradecimentos a todos vocês, por tudo!
 


Ninguém que escreve é escritor se não souber agradecer, pois a leitura e via de mão dupla e aquele que escreve e acredita ser superior, e não necessitar agradecer, nunca escreveu uma linha que valha a pena ler.

Os meus agradecimentos a ABD e a todos vocês!

Aqui deixo um dos textos que fazem parte dos meus trabalhos enviados a concursos e e premiados. Boa leitura.


MEU PARENTE VIRTUAL

 

As pessoas costumam dizer que; se não somos ainda loucos; é porque ainda somos poucos. Escassos de informação. Estava há pensar estes dias; se falam alguém é louco; quais os parâmetros para um louco se enquadrar? Dizem que sou louco por pensar assim; mas louco, é quem me diz, que o mundo ainda  não está assim. É uma verdadeira loucura entender a evolução social. Os conceitos mudam da noite pro dia.

Atualmente,  todo mundo é pai, todo mundo é mãe, todo mundo é tia, é tio, e avó é avô. A família está se multiplicando em uma velocidade acelerada. As maternidades estão até vazias para tantos nascimentos. Confesso não entendo mais nada! Virou uma loucura só. Chegando a minha casa, tive uma surpresa; quando bati na porta do quarto de meu primeiro material genético transformado em gente. Perguntei se havia alguém no quarto. Minha prole, lá de dentro, respondeu que eu esperasse, pois meu neto havia acabado de nascer.

Na hora pensei comigo: _ Poxa, e eu nem sabia que iria ganhar um neto, ninguém me avisa. Comecei imaginar como seria a minha vida depois desta notícia. Como ficaria o chá de berço? Leite, remédio, fraldas, médico, chupeta… E as roupas do nenê? Mais um homem nu, no mundo.

Depois do desespero tentei me acalmar. O batizarei com o nome de Luiz Fernando.

Passou-se um instante, e a porta se abriu, saiu de lá de dentro, o genitor de meu neto. Sentia fortes dores nas costas, pela posição desconfortável que esteve por longas horas. Preocupei-me. Em ânsia por ver a criança, perguntei onde estava meu neto. O adolescente aqui de casa, me respondeu: _ já desliguei o computador.

Na hora me veio à cabeça; graças a Deus! É tudo virtual! Respirei em alívio. Nenhuma complicação real ali naquele quarto. Nada de parto, nada de médicos; nada de outra família de algum adolescente, entrando na minha família daquela maneira.  Era só sintoma comportamental. Casou-se na internet, montou casa, arrumou emprego, paga suas próprias contas, têm até cachorro e já comprou fazenda.

Pensei; eu, quem sou a pessoa com problemas mentais por aqui? Sou eu, a pessoa louca que paga a conta; de internet e energia. Que bom seria, se o analista recebesse em virtual, a análise do meu parente real; meu adolescente normal!  Por favor, parem o mundo! Muita gente precisa descer.

Agradecer é um privilégio e não uma obrigação. Muito obrigada a todos vocês!
Um grande abraço!

Um grande abraço a todos!
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