quinta-feira, 10 de julho de 2014

Os contos secretos

fonte da imagem: google.



A fúria de Avalon
 
Assistindo a injustiça cometida contra aquela que ele ama em sua eternidade, Avalon, mesmo distante de sua amada, reagiu. É bem verdade! Os sonhos eram a mais pura realidade. Avalon de Mendrey III; o maior entre todos os homens .  O mais temido entre as feras, em todas as nações; aquele que aparece de onde menos se espera, lá está surge a esfera! Avalon,  o homem selvagem que Anastácia domava!

_Anastácia amor meu, es tu ninguem menos do que eu! Pensou Avalon.
 
De sua torre ele dominava o resto do mundo; em um mero passar dos segundos, ele girava em qualquer parte do reinado. Em um amor profundo, que ultrapassa os limites deste  tempo;  rouba todos os pensamentos em ação de amor por  sua Anastácia; adentra a alma que enlaça, abraça, beija-lhe e nunca passa, é o amor Anastácia! 
 
Avalon irou-se contra todos os homens que não reconheceram a sua rainha durante tanto tempo. Como poderia tais seres não amar a sua rainha em sua própria terra?  Avalon queria guerra! Num ódio profundo avisava a todo segundo, que derramaria o sangue daqueles que não se curvaram diante de sua rainha!
 
Se  Anastácia, não recebesse o que lhe era por direito de linhagem, na terra haveria uma estiagem que deixaria muitos homens nus, sem pão e sem luz! Mulher esteio, mulher bagagem; amor eterno, nas mais belas imagens! Anastácia já havia se transformado em canções, poesias e corações; eram todas em homenagem a Anastácia; como aqueles homens ousavam-lhe lhe importunar e negar-lhe o seu próprio reinado! O amor que permanecia intacto durante uma eternidade; um amor verdadeiro, um amor sem derrotas e maldades, um amor eterno, sem idade!
Pobre dos homens que não ouvissem as ordens de Mendrey III. 
 
Constantemente, lá de cima da torre mestra, era comunicado de hora em hora; Avalon avisava aos homens da terra da rainha o que faria, assim ele dizia:
 
_ Se sabem vós reconhecer a mim, porque negas reconhecer a minha rainha? Porque deixaram-na  sozinha? Humilharam, roubaram e saquearam a sua rainha! Tentaram destruir o meu mais precioso diamante que existe nesta terra! Não a colocaram em seu trono de direito, coloquem-na! Quero que tudo seja perfeito. Onde está a coroa e as jóias de sua rainha? Curvem-se, diante de mim! Mexam-se ou caíram em desgraça!
 
Anastácia ouvia Avalon dar ordens aos grandes homens que eram tão pequenos por dentro, e diante de Avalon eram menores ainda. Mereciam aprender a evoluir seus pensamentos e suas ações, e lembrar-se de que nada é momentos e que na grande selva há o rei dos Leões; a fera da Bela: Avalon!
 
 Lá do alto da torre se ouvia:
 
_Para vós dei apenas uma pequena parte do todo  que dei e darei a ela;  e jamais lhe negarei absolutamente nada; quanto a vocês, percebem, depende teu pão de mim! A bela é a fera que o mundo espera, é a estrada, é minha amada. Mexam-se, pois diante de mim todos vocês são pequenos demais!
 
Anastácia tentava apaziguar os ânimos de seu amor, mas Avalon era real, o amor imortal; uma fera que o mundo não conheceu e nem conheceria outra igual. Estava diante da doçura de seu amor!
 
Avalon prosseguia dando o recado:
 
Ao pastor dos campos; aquele que nem tanto importância teria um dia, curve-se! Pois ela, a bela fera; é a minha rainha! Minha dona; não a deixem sozinha auxiliem-na, vá até ela; faz a lei que terá o nome dela! Para assim evitar novos saques ao seu palácio. Devolvam todos os pertences dela, o dinheiro, as jóias! Dê todas as honrarias, faz de tudo para ela! Ou sangue correra em muitas estradas nestas terras.  Aquela que está além de seu próprio olhar, a mulher feita para ensinar a amar, é tudo o que eu mais amo em milhares de anos!
 
Os homens da terra foram avisados durante dias, mas estavam ainda dormindo no sono profundo da falta de sabedoria, achavam que deviam esperar mais um ano; para devolver o trono, o ouro e as jóias da rainha.  Tolos  seriam se não reparassem o tamanho engano que cometeram; era melhor reparar enquanto ainda estava em tempo!
 
E Avalon, em estado de fúria, desejando sangue e mortes,  prosseguia:
 
Comecei a matar-lhes ai, nesta terra; e se continuares a maltratar a minha amada rainha, vou terminar o que comecei ai; fecharei as suas estradas. Queres vós, seres inferiores entender o amor? Olhe nos olhos de Anastácia, eu estou lá dentro! Querem ver a minha fúria, olhem nos mesmos olhos de minha rainha! Ouçam as palavras que eu vós digo. Há dias, estou ai dentro desta terra, não me façam começar a guerra! Mando-lhes as ordens para que sejam cumpridas, sem que eu precise ceifar as vidas. Anastácia é um pedaço de mim! É a minha eternidade, é a minha vida, as minhas verdades; é o meu amor!
 
Anastácia olhava de longe a fúria de avalon; e de dentro da sala do palácio, ela percebia nas reuniões e a tamanha inocência dos homens que se achavam espertos demais! Pobres homens  nem percebiam o perigo no que estavam envolvidos, estavam diante de um homem capaz de tudo por sua amada!
 
Avalon era cedo, era tarde demais; era suplicio de muitos; era a busca da paz, ou não mais! Que os algozes voltem atraz! Ele é a fera da noite que muitos olhos jaz, o clarão dos dias; a agonia dos homens que enlouqueciam; ele era, ele é, e sempre será o amor de Anastácia. Ele estava chegando para fazer justiça com graça. Com honrarias ou desgraças, lhe entendiam todos os  homens que na torre passavam. 
 
Em silêncio suspirava, na mente entende o quanto ama aquele homem. Avalon o amor no mais extremo da existência, onde a morte não existe; pois amor é a morte, não há morte que o mate em qualquer besteira, amor não é sorte, é só um passaporte de vidas faceiras. E a eternidade de sua rainha persiste com a grandeza que ela tem: entre o mal, entre o bem!
 
Anastácia ouvia os recados de Avalon para os homens da terra e ficava a imaginar:  como ainda não entenderam? Pareciam tão inteligentes, mas não eram tanto assim, dormiam nas ordens de Avalon!
 
Oh dor, suplico-te, não ceife as vidas dos homens, pois todo ser merece viver! Pensou Anastácia.
 
Queria o sangue de muitos, somente um não bastava, Avalon estava irado; continuou em cólera a avisar em todos os cantos do mundo sobre a sua ira com tamanha injustiça cometida contra Anastácia. Foi claro nas palavras, objetivo nas imagens; queria manter a ordem de sua linhagem pura, mante-la como sempre foi. 
 
Para aqueles que tanto fizeram-na sofrer; Avalon  insistia em dizer:
 
_Curvem-se ao poder de minha rainha e não demorem para fazer isso, pois eu irei começar a destruir tudo que eu encontrar atrapalhando o caminho de Anastácia; tirando-lhe o que lhe é de direito, não queiram ver a ponta de minha fúria! 
 
Naquele dia, bem claro tudo se fazia. O amor eterno existia; nos braços abertos ao mundo, em frações de segundos, ficou frente a frente com Anastácia, mesmo tão longe Avalon estava sempre por perto!
 
Ela, tão singela, a fera bela em silêncio lhe dizia :  
 
_Amor: Não mate os homens ruins desta terra; quero ensina-los a viver, a fazer a paz na guerra entre os seres humanos! 
 
As horas bateram no relógio; e já eram treze horas e sete minutos! O silêncio se fez novamente e aumentou a saudade de Avalon, subiu novamente os 33 degraus da escada.
 
Data: 17-05-2014.
Mais um conto que te conto!
Parabéns, você veio a esse encontro;
 Descobriu este conto.
Um grande abraço!
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