segunda-feira, 2 de junho de 2014

Um homem humilde vence em silêncio, pois a vida é bem mais atitudes que imposições! Ao arrogante sempre sobrará lamuriações. Autorespeito é valor pessoal e intransferível; e, é nele que se aprende a respeitar a vida.

 
 
 
fonte da imagem: google.
 
 
 
O MEDO SEM MEDO
 
 
É de vital importância ver o mundo de cabeça para baixo; quando todos olham o mundo; perplexos com suas linhas de transição: passado, futuro e presente circulam as mentes vaidosas e até mesmo as saudosas; mentes doentes por medo da solidão! Pela desvairada solidão social, o mundo se veste de medo, despindo assim, o segredo do caos. É fato consumado! O medo está alastrado. Medo de que não se sabe, nem há mais tempo para saber, pois o mundo gira rápido e poucos podem ele perceber.

Levanto-me, nesta manhã ainda escura de meus pobres dias cinzentos por neblinas sociais. Vesti-me em minha pele, olhando as pessoas que não podiam me ver. Olhei cada uma delas! Enquanto sentia seus medos estampados em um jornal. O breve e banal! Singelo segredo é feito do medo comum e social. Rapazes morrem na favela. Moça que dança nua já não se rebela. É segredo de rua, filmar para ir à passarela. É pura beleza crua, querer uma donzela!

No mundo que gira em segundos o medo é bem tagarela. Não espera que amanheça, e o medo, já está na tela: ladrão invade mansão e mata a donzela! Explosões de usina e milhões de incertezas no mundo a espera. O medo novamente estampado em qualquer tela; o mundo já acinzentado em sua aquarela!
 
Fechando os canais para o mundo, pude me assegurar. O medo que rondava meus segundos, em um clique poderia acabar. Desliga-se o medo e sai da sala de estar. No mundo beleza ainda há! Mesmo que o medo ronda a porta, louco para entrar. Fechemos nossas casas e vamos comemorar. A liberdade condicional que todos estão a adotar. O medo girou o meu mundo e dele eu já quis descer. Pará-lo por um segundo! Talvez pudesse ser. Para quem vive ausente do planeta, nas folhas do outono pode se esquecer. Mas basta que passe frações de segundos, e os olhos choram se vê. O medo condiciona pessoas que se negam a viver.
  
O medo é necessário para querer superá-lo. Aquele que a nada teme; nunca, jamais pode mudar! Pobre daquele que o medo incide sobre seus conceitos de mundo. Reflete em seus sonhos profundos, o medo da condenação, por aqueles que ouvem calados; o medo na multidão. Tive medo das palavras em meu vazio de solidão. Dentro do meu escritório, busquei minha própria atenção, precisava quebrar os meus medos, pois assim poderia viver. Ser cronista já não tem segredos, resta apenas saber: olhar o mundo por si mesmo; sem ter medo vencer. Ouvir o grito ensurdecedor da derrota; no medo que se tem de vencer o medo.
 
Há muitos que nunca apostam; pois tem o medo de perder. Há outros que da vida se escondem, por medo de ser criticado. Há alguns que se assassinam, com medo de serem assassinados. Por anos guardei meus escritos, na vida curti minha derrota. Achava estar tudo certo, esconder-se atrás da porta. Mas são medos, sem medos, que nos fazem ver a resposta. O medo abafa a alma e deixa a vida torta; causa escoriações no peito: e em tempos a vida está morta! A prudência e a cautela são amigas da solução. Os medos não escondem a situação!
 
 
 
Esta crônica ganhou  09 concursos literários em países de língua portuguesa, sendo duas vezes no Brasil. E eu na hora de receber o reconhecimento, pedia para retirar meu texto para eu não ter que aparecer em público.
E assim essa crônica vencedora de bastidores  ficou mais de 10 anos  sem receber seu reconhecimento devido;  até o dia em que eu resolvi falar meu nome verdadeiro Luciene Rroques; e receber a honra de ser ela a escolhida e publicada no concurso Ferreira Gullar.  
 
 
Um grande abraço a todos!
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