sexta-feira, 20 de junho de 2014

Hoje é meu aniversário, 21-06; é verdade! ( Agradeço a todos os cumprimentos que tenho recebido; muito obrigada a todos vocês! e quero dividir com vocês fotos minhas e um pequeno trecho da minha história, aquela que nunca contei; mas conto parte dela embaixo de cada fotografia, a qual posto em respeito a todas as pessoas que sempre torceram por mim. vocês são muitos e cada dia descubro mais pessoas ainda, que estavam ao meu lado, mesmo sem que eu pudesse lhes ver. Logo após o conto abaixo, leiam abaixo das fotografias.)

21-06-2014 
 
O calor das lágrimas
 

Estive só, caminhei pelo gelo errante; sentia o frio desumano dos infernos de Dante. Ah! Amor, os olhos vibrantes que jamais se perdem numa fumaça qualquer; brilha tudo em que você estiver! Olhos quentes: feitos de amor e pura fé! Perdi-me no vazio, andei a pé.  Olhos frios que me viam e não podiam me ver passar. Caminhei sem conseguir parar. Doloroso é jamais te encontrar. E meu peito em chamas, eterno, em ti,  a clamar!
 
Foi tão inacreditável perceber o quanto invisível eu fui! Ouvir todos os cantos sombrios que ouvi,  e me dispus; recompus e sofri o eterno a que me seduz; de onde brilha a origem da qual tudo reluz . E caminhar, foi a minha maior  luz! Olhar dos lados e não te encontrar; meu sorriso gelado com a manhã a te lembrar! Um coração atordoado para sempre sem voltar. Como foi doloroso perder você! Se soubesses não iria entender, o quão triste é olhar e não te ver.
 
Caminhei; olhei cada parte do gelo por onde passei, distribui os sorrisos que de ti eu guardei; ninguém os viu e eu caminhei! Nas montanhas geladas das mentes humanas eu  calada andei. Tinha neve nas calçadas. Haviam vidas amarguradas. E as pessoas, andavam frustradas; decepcionadas com a desilusão. E eu, ali; prestei atenção! Caminhei em lentas nuvens que já nem sei. Meus olhos mudos no mundo eu encontrei; e em cada pensamento moribundo eu te chamei! Eu morri, eu dormi, eu acordei!
 
Em passos firmes decidi; abri meus olhos e continuei! Passei  por caminhos;  onde já nem mais sei!  O peito doía,  e a mente eternamente insistia; e te procurei, e não encontrei! Onde estás, eu não sei!  Em eterno sofrer eu só passei. Atravessei o inferno e aos braços de Hades me deleitei! Um encontro fascinante, daqueles que nem eu mesma esperei; o abracei e caminhei! Sozinha me deliciei na neve que eu moldei; enquanto eu te procurei!
 
Numa força descomunal nos teus olhos para sempre me cravei!  Abracei o que de mais feroz há no mundo; encontrei. Beijei as mãos do vento e gelei os pensamentos; em ti mergulhei, olhei as vãs ideias e nelas nunca lhe encontrei; estás acima de qualquer, aquele que sente, e sei. És a melhor parte da mente; nunca em mim mente! E o brilho reluzente é o teu olhar que todos sente! Ah, fascinante castelo que ergui tão diferente; aqui tudo  é coisa de gente; e se sinto, sou parte de ti, e ti sentes; e se nada diz, nada mente! É eterno está na mente, é um gomo de corrente.
 
Quando olhei, percebi a vida que criei, de ti eu amei o próprio amor que levei, sofri; calei. Meu castelo enfeitei; e sozinha  o ergui, eu bem sei!   E ao modo audaz, meu coração jaz, toda vez; pois te amo, e não é paz que se fez! Na escada da vida eu não verei-te mais uma vez.  E eu busco, e faço o nosso eterno laço para que as almas não fiquem vazias e se percam no passar dos anos das agonias.
 
Na escada eu subo; e o meu castelo, só eu derrubo! E na porta, não há maçanetas tortas; fiz lustres de tudo. Em amor  e louvor à ilusão; pintei paredes de coração. Abro os meus braços para num instante sentires o meu abraço. Respiro o ar que sempre conspiro! Beijo a fumaça dos meus eternos sentimentos.  Fecho a minha janela, tranco-me em meu palácio. E não há  nada com o frio desumano que eu não faço!



Minha eternidade em teus olhos!
 
Os contos secretos.
Parabéns você veio a esse encontro, descobriu este conto! 
007Conto.


 
 
 
 



 
Esse, é meu caderno (do ano de 1991) é uma das minhas provas que escrevo desde os doze anos de idade.
Mamãe preocupava-se com os meus contos, pois tinham cenas de morte, sexo, terrorismo, crueldades,  e tudo que é coisa de ser humano eu retratava nos meus textos. 
Então eu tinha que rasgar muita coisa, escrevia rasgava.
Escrevia de novo pra não esquecer, e rasgava de novo.
A capa dele (meu caderno) é um embrulho do ovo de pascoa que eu achei na rua da minha casa naquele ano: 1991.


 
Quem tem uma história de verdade pode mostrar:
 
Aqui é o meu caderno aberto, esse é o único que eu conservava escondido; para assim não precisar rasgar.
Já está amarelado com aspecto de velhinho; devido ao tempo, afinal ele tem 23 anos que guarda a minha letra e minhas primeiras palavras que eu escondia pra não ter que rasgar e não preocupar ninguém com meus escritos.
 
 
 
Naquela época eu já usava figuras.
Imaginei meus textos como uma plantação de uvas; e que um dia eu colheria se eu fosse eu mesma sempre.
No canto direito da folha "Seja só você" , eu escrevi. Luciene Rroques 1991."
 

O tempo é dono da melhor história; aquela que o homem não precisa inventar.
Escrevi muito, tive muitos textos plagiados, clonados; fui discriminada, mas eu nunca desisti de mim mesma!



E os dias iam  se passando e eu percebia o quanto as pessoas liam, copiavam, enviavam, clonavam;  e por fim: compartilhavam as minhas ideias imersas nas minhas palavras.
Assim fiquei 16 anos observando os meus escritos se espalhar.

 
Observe que nas folhas do meu caderno azul, existe desenhos; eu tinha 14 anos na época; e ao lado dos escritos existem um número; pois bem,  este numero é o numero de reflexões, pensamentos ou poesias. Como eu estava na adolescência, tinha muitas amigas na escola, então eu levava o caderno e elas escolhiam a poesia, ou a reflexão pelo número.
Assim eu deixava que elas copiassem e mandasse pros namorados, paqueras, para as professoras. E quando me perguntavam onde você arrumou isso; eu já respondia logo: é meu mas ninguém pode saber tá!




E os anos passam mesmo que as pedras no caminho apareça.
Lembre-se, você é um ser exclusivo e único e sua história é real.
E você existe.
Eu existi com o nome de muitos homens, e ate sem nome; já nem me lembro mais quantos pseudônimos tive ! Mas justo por eu existir:  um jornalista, me achou.
E o grupo deles me enviaram um Email dizendo que tinham muitas pessoas doidas para assumir meus textos!
Pois bem,  eu deixei de brincar de esconde, esconde, e passei a mostrar as cara nos concursos nacionais e internacionais.
Assumi meu nome verdadeiro.
E depois de tudo, eu pude ser eu!



Aqui mais uma página, preservada do dia 15-10-1991.
e nunca mais parei de escrever!
Bem, biografias eu não fiz! e não faço; pois não gosto do gênero, acho de pouco proveito.
Mas para toda ocasião eu tinha um textinho de uma mente de 14 anos, para emprestar pras amigas. Era só dizer a numeração e eu deixava elas copiar.
Pois bem, teve colegas que ganhou namoradinhos com meus poemas!
Acho que foi útil.


 
E um dia você cresce e descobre que todas aquelas pessoas que te ignoraram ou te destruíram por um instante; foram fundamentais para a sua insistência em viver eternamente!


 
E o colorido da vida passa a existir em qualquer lugar, e o cinza da vida também deverá existir; ou você deixará de ser um ser humano, pois tudo é dois.
 
 
E vinte 23 anos mais tarde; você  ( eu) já estudou um pouco mais, e hoje; sei que não tenho mais 14 anos.
E que agora já não dá mais para esconder meu caderno; nem meu rosto!
Pois minha história, eu não inventei, ela é real!


 
É onde se olha as pessoas que te odeiam por você ser quem você é, e então você as entende; e sente condolência por elas não terem a sua história real.
Mas entende e respeita cada uma delas.


E passa a admirar a vida em sua maior parte, ou seja a arte de viver!
Passar 16 anos escrevendo calada.
Melhor, 23 anos distribuído palavras que fizeram até pequenos romances na escola.
Bem, é meio estranho ser eu! Mas, eu sou assim.



 
O tempo passou e eu me aprimorei no que escrevia e escrevo; não sou uma escritora fantástica, não me acho o melhor ser humano do mundo, me equiparo a qualquer ser vivo e sempre procuro respeitar a vida!
Mas nestes anos todos, reconheci de perto o desrespeito.
E entendi porque faziam isso comigo!
Plagiavam, clonavam minhas histórias; em muitos lugares.
 
 












 
Fazendo um balanço de desrespeito que já recebi nesta vida; quero dizer uma coisa: nunca deixe de ser você; pois um dia, você se erguerá tão alto que: seus inimigos perderão o medo de te amar; pois se envergonharão deles mesmos, e entenderão quem é você!


 A melhor imagem que um homem pode deixar sobre a terra, é ele mesmo; pois todo ser humano é único; apenas um exemplar que nasce, cresce e um dia se vai!
A história que o homem  registra nas fotografias nunca se trai!
 
 
Nunca tive medo do tempo;  não faz diferença os dias, os anos, pois há algo no homem que não tem cronologia: sua mente, os seus pensamentos, pois estes pertence a alma e não ao corpo cronológico e com datas biológicas a ser cumpridas!
 
É muito bom ter o privilégio de se ver envelhecer; muitos não tiveram essa chance, pois algo quebrou-lhes o ciclo natural da vida!

 
 
 E hoje eu posso dizer: agradecer é um privilégio e não uma obrigação.
Hoje eu posso agradecer.
 
Agradeço a todas as felicitações de aniversário que venho recebendo desde o começo do mês de junho!
 
 21-06-1977.
Não tenham medo de dizer suas idades; pois só vence quem já viveu muito mais. Viver é ter a oportunidade de ser a criança que nasceu um dia.
Não importa o quanto seu rosto mude, suas feições nunca serão o seu exterior; pois: ele é só um pequenino reflexo da sua existência interna.
Sobreviver pode ser morrer, é preciso diferenciar e entender;
 pois é possível sobreviver cronologicamente estando totalmente morto.
Ir além da cronologia do homem, é entender o que é, e para que nasce uma criança!
 
 
Um grande abraço a todos!
 
 
 Luciene Rroques
 21-06-2014.
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