domingo, 15 de junho de 2014

Pedofilia: uma forma de prevenção!




Meus agradecimentos ao Jornal Sem Fronteiras, Dyandreia Portugal.


 Este conto é a única autobiografia minha, ele real, verdadeiro
 Como sabem não escrevo sobre mim, não vejo sentido em fazer isso. Mas esse conto é especial, pois tem algo maior embutido em sua história. ( Sou ante-auto-biografias; não discuto Deus; não debato o Amor; observando o mundo eu só crio e concluo histórias.) Só escrevo o que pesquiso e concluo, montando personagens verossímeis, debatendo a conduta humana, desumana; social irracional.
 

Conto: 006
 
A menina, o pé de goiaba e a pedra!

 

Lúcia, assim era conhecida a menina do pé de goiaba. Parecia bicho de goiaba. Vivia caçando goiaba, pegava algumas grandes e levava para mãe de presente. Para completar essa figurinha, ela era o Peter Pan, voava de um galho para o outro! Deslizava em cima do telhado da casa como quem surfasse sobre o ar!

Muito tempo antes de nascer a mãe já lhe esperava peralta, menina difícil, altiva, e pouco alta; era a Lúcia peralta! Todos os dias a mãe e Lúcia, estavam por ali, no fundo do quintal, local de brincadeira de criança. Vez ou outra a mãe aparecia em baixo do pé de goiaba, ou chamava para ver se estava tudo bem. Quando via a filha surfando nos galhos da árvore logo gritava:

_Lúcia, não vá cair desta goiabeira, você parece que voa menina!

A Cautelosa mãe, ensinava a menina as normas de segurança para a sobrevivência livre e saudável da pequenina Lúcia. Esse é o principal papel do responsável por qualquer criança. E a mãe ou qualquer outra pessoa que estivesse a velar pela vida de Lúcia, agia sempre com zelo, pois estava ali um ser humano. A mãe, uma pessoa prevenida, provava que uma conversa preventiva, contínua, insistente, vale mais que qualquer cadeado no portão. Sempre a mãe dizia para Lúcia:

_ Minha querida, não aceite balas de estranhos! Não vá com ninguém a lugar algum. Avise sempre que for sair e onde irá. A mamãe é sua melhor amiga, conte-me as coisas estranhas que lhe falarem, pois eu vou te ajudar; mamãe está aqui justamente para cuidar de você. Caso algum homem mostre a você aquilo, que: fica entre as pernas, chama a mamãe e grite! Se algum coleguinha quiser tocar no seu corpo dentro da escola, chame a diretora e conte, e grite! Grite sempre, pois o sua voz no silêncio só você pode ouvir! Grite para que todos te escutem! Essa conversa nunca cansava a mãe e nem a Lúcia, direto conversavam para não esquecer.

Lúcia entendia perfeitamente as recomendações da mãe, ela gritava sempre que fosse necessário! E nada ficava calado nem no medo. Com o passar do tempo, a menina crescia e despertava a pedofilia do vizinho que lhe via! E ela, menina peralta, vivia igual Peter Pan do pé de goiaba para cima da casa e lá se vai mais um dia de brincadeira de criança e liberdade eterna! O vizinho aquilo assistia e tramava o que faria.

Mas em um certo dia, o desequilibrado do vizinho que lhe via, resolveu fazer folia e lhe mostrar além da "braguilha" . Abriu a calça o suspeito! Chamou a menina com jeito e quis o libido antes de hora lhe despertar. Mas menina Peter Pan, é difícil de domar! A mãe é quem ensina a liberdade para os filhos poder voar! Elas são as guardiãs de um templo tão sagrado, um corpo tão pequenino, em um ser abençoado!

Lúcia ao ver a cena, não se intimidou; afinal, para que ficar calado; o vizinho devia era ser apedrejado! Criança tem que ter voz, falar tudo que acontece de errado, assim se previne o pior machucado. A menina Peter Pan não se intimidava com desajustados. Dentro ou fora de casa, o sujeito sem jeito, já estava enrolado, pois Lúcia, não tinha tato na língua; e ele, mexera com o bicho errado!

Ao ver a presepada do pedófilo tarado, Lúcia desceu de cima do telhado! Foi pedras para todos os lados! O pedófilo ali parado, em choque ficou desesperado. Pois não obteve o êxito imaginado. Muito gritava a menina! A mãe uma santa divina, veio ver a tamanha confusão. O abusador de crianças foi pego com as calças na mão. Sem contar as muitas escoriações de tijolos e algumas telhas de sua casa quebrada.

Lúcia, voltou para o telhado na mais livre das risadas! A vida não foi e não é nada complicada.

Olhar pedofilia dentro de casa não custa nada! Tirar mordaça da boca de uma criança é função abençoada. Lúcia nasceu para ser inteira, não deve ser negligenciada, Lúcio corre o mesmo perigo, abra os olhos família amada! E quanto a vocês: Lúcias e Lúcios, de qualquer idade seja, gritem bem alto pela sua liberdade! Pois somente a liberdade dura uma eternidade dentro de cada um de vós!

Mamãe, chamava-me carinhosamente de Lúcia, embora eu me chame Luciene Rroques! Esta é uma história real, e sou eu o personagem. Nenhum parente meu, ou vizinhos com distúrbios sexuais, se aproximaram de mim, eu cresci livre, eu sempre tive o meu urro! Ninguém na escola, ninguém na igreja, ninguém em lugar algum tinha coragem de encarar uma criança com voz, pois a Lúcia fazia a pedofilia entrar pelo cano com muita facilidade!

Multipliquemos nossas Lúcias e nossos Lúcios! Dentro ou fora do nosso núcleo familiar!

Nas escolas, nas igrejas, dentro dos ônibus, na praia, no barzinho, em um parque; faça nascer, uma: Lúcia ou um Lúcio, todos os dias, pois você tem voz!

Um grande abraço a todos!
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