Os Contos Secretos - Luciene Rroques

Boa leitura a todos, e para quem ainda não conhecia esse conto, seja bem vindo; parabéns você veio a este encontro e descobriu mais um conto, que te conto !
O homem ideal
“_Avalon, hoje não posso mais falar contigo,
perdemo-nos na grande tempestade! Eis que já sabes por demais, e grandes
feridas são incuráveis, a toda alma sabida. Queria o sol dos teus cabelos
embrenhados em meu rosto agora, queria nunca haver conhecido Morfeu.”
Assim Anastácia começou a sua carta de amor. Mais
adiante ela dizia: “_Tenho todas as lembranças ainda de cada passo teu; Avalon,
porque retrocedes a alma que tanto foi minha! Oh, amado de minha existência o
que buscas em tantos propósitos despropositados teus?” Dar-te-ia o brilho de
meus dois olhos; se, tu, que: condena-me a falta de paz, aqui estivesse.
Anastácia, continha às lagrimas; estas gotas preciosas
que já não brotava em tempos fora da grande guerra. Tantos homens espalhados
pelo país, todos deixados à própria sorte. Entregues, sofridos ao leme da morte,
longe de tuas amadas “anastácias”. Onde estás? Oh, Avalon de tua Anastácia!
Era tempo de sofrimento, uma dor que nunca teria um
grande fim. O peito de Anastácia carrega as flores roubadas de qualquer jardim.
Os risos em qualquer hora, sem o menor propósito de ser. O jeito inocente de
chegar a sua frente e um beijo lhe roubar. As palavras atrapalhadas, todas
despropositadas para risos lhe arrancar.
Guardava a inquietude dos olhos que apenas se satisfazia quando podiam lhe ver. Ah, como era doce o contentamento daquele existir; Avalon, onde habitas no infinito a vir! Nascera para Anastácia, não havia a menor dúvida.
Sentada com o papel na mão continuava o calvário da escrita de amor. Ela escrevia: “_Lembro-me da ultima vez em que me dissestes que jamais em tempo algum me deixaria. Avalon, amado de minha alma, queria tê-lo em meus braços por mais um instante e nunca deixa-lo partir.”
Guardava a inquietude dos olhos que apenas se satisfazia quando podiam lhe ver. Ah, como era doce o contentamento daquele existir; Avalon, onde habitas no infinito a vir! Nascera para Anastácia, não havia a menor dúvida.
Sentada com o papel na mão continuava o calvário da escrita de amor. Ela escrevia: “_Lembro-me da ultima vez em que me dissestes que jamais em tempo algum me deixaria. Avalon, amado de minha alma, queria tê-lo em meus braços por mais um instante e nunca deixa-lo partir.”
Rosas despetaladas caiam para todos os lados enquanto
a carta era escrita. A chuva fininha batia na janela do quarto; a lua bem alta
e tão pequenina dava nome ao coração de Anastácia. Alguns animais faziam sons
do lado de fora da casa, enquanto pessoas andavam em silêncio pela calçada.
E a dor invadia o quarto de Anastácia, entrava serena e caprichosa nas lembranças de Avalon. O tom de sua voz era manso, e ainda estava ali; podia ser ouvido a todo o momento. E ouvia a pobre alma solitária:
“_Anastácia, querida; espere que eu não te ame, por toda vida? Não pense no impossível, bela de minha alma. Para que eu não te amasse deverias ter-te nascido de ventre algum! Pois onde nascestes iria eu a tua procura. Na eternidade de te amar em luas serenas, em mares revoltos; em guerras no mundo dos homens em que o mundo de aflição, e descontentamento, promove a morte! Sacrificar-me-ia em sacrifício aos Deuses, em esquecimento de minhas certezas, para tê-la na eternidade; você Anastácia ,estará sempre certa de meu amor!”
E a dor invadia o quarto de Anastácia, entrava serena e caprichosa nas lembranças de Avalon. O tom de sua voz era manso, e ainda estava ali; podia ser ouvido a todo o momento. E ouvia a pobre alma solitária:
“_Anastácia, querida; espere que eu não te ame, por toda vida? Não pense no impossível, bela de minha alma. Para que eu não te amasse deverias ter-te nascido de ventre algum! Pois onde nascestes iria eu a tua procura. Na eternidade de te amar em luas serenas, em mares revoltos; em guerras no mundo dos homens em que o mundo de aflição, e descontentamento, promove a morte! Sacrificar-me-ia em sacrifício aos Deuses, em esquecimento de minhas certezas, para tê-la na eternidade; você Anastácia ,estará sempre certa de meu amor!”
Rasgou mais uma carta, pois o dia ia se clareando
naquele quarto frio, envolto por gotas pequeninas de longa tempestade branda;
nos sentimentos de Anastácia. As vozes de Avalon jamais se calariam após aquela
noite. As ideias de Anastácia eram todas de Avalon.
Mortal algum serviria ao
mundo dos Deuses, onde apenas as almas mais puras são capazes de entrar; pois o
sublime é profanamente sagrado na profusão de todo o ser que embala as frias e
amargas lembranças do homem ideal.
Avalon de Meindrye III, o amor
imortal!
Comentários
Tenhas boas férias, Luciene.
Adorei a escrita, super bem feita e realmente tocante.
Desejo uma ótima férias a você. Estou nos estudos ainda, finalizando hahaha.
M&N | http://desbravadoresdelivros.blogspot.com.br
Avalon e Anastácia; par perfeito.
Me responde uma coisa, a Malfra no conto 15 é Anastácia ou não é? A Melíssa tá dizendo que é continuação? Isso procede? Faz parte do livro maior?
Não me canso de ler seus contos? Qualidade impar, pena que é tão dificil conseguir!
Você está sempre de parabéns! Uma pessoa brilhante, radiante em tudo! 1991, Avalon e Anastácia surgiu nesta data? Estou curioso agora.
Bom descanso Luciene.
Beijos!
Tenho descansado bastante.
Um grande abraço!
é bom saber que nascestes nesta época! Tens a idade do meu conto!
É isto ai, estude, e depois curta as férias.
agradeço as palavras.
Um grande abraço!
Te aguardo em agosto; voltarei a todas as minhas atividades e estarei lá na Faculdade.
Até lá!
Um grande abraço!
A Mel está certa sim, é Anastácia Malfra do conto 15. Sim meus materiais são de acesso restrito, sempre foram e acredito que sempre serão, porém, não é difícil ler os contos isolados da história completa, pois sempre me proponho a dar um sentido exato para cada conto, no entanto quem lê vários, encontra os personagens. Mas com quem mesmo a Mel conseguiu esse conto?, bem deixa pra lá. Sobre a curiosidade, vou sana-la, Avalon e Anastácia é Shiron-Shedase, ou seja, desde quando comecei a escrever eles existem, alias, acho que já existiam antes disto, quando eu inventava histórias e contava verbalmente as mesmas. Sempre existiram, esta é a resposta, espero ter sanado sua curiosidade, mande um abraço para a Mel.
Um grande abraço!
Beijoka!
Ass.Prof. Lívia. B.