Sutilmente
Em território
arrido não há como sobreviver. O mais forte dos amores entre pedras vai morrer.
Não supliques tuas dores, no clarão do entardecer. sobe o monte e desce a serra
num cortejo do saber. É triste ver a vida de quem insiste no amor morrer.
Não existe
meia parte, só existe inteiro ser. Se vem completo continua. Se faltar algo,
vai morrer. Imagine duas plantas no mesmo ponto não vão nascer. dois corpos
nunca ocupam o mesmo espaço. é preciso entender. Quem se crava de certezas
morre antes de nascer.
Entre espinhos
e madeiras, entre galhos e floreiras, entre neblinas e geleiras, muitos tentam
sobreviver. mas não conseguem entender. Ou é dois inteiros, ou um terá que
morrer. No amor não existe os outros. existe apenas você. Ou se ama ou não ama,
isto é, fácil compreender.
No espaço da
jornada, o caminho a merecer, é doce não tem espinhos pra quem lhe sabe
compreender. quem aprendeu amar um inteiro, a metade de outrem não aceita ser. É
dois inteiros por inteiros, ou nunca há de florescer. um sem roubar nutrientes
do outro, as arvores tendem juntas a crescer.
do contrário, sutilmente, entre súplicas a padecer, se escuta o lamento, há quem chore sem os outros ver. Mas por dentro está morto, é apenas metade de um ser. há quem já se completou, nesta vida não há de sofrer. o silêncio é profundo porque a paz já é o viver. Sutilmente todo dia, o amor sabe renascer.

Comentários