Crônicas

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No inferno há compaixão



Na firme estrada em que caminho, meus pés em silêncio percorrem sozinhos o caminho da ilusão. À mim, reservado o lugar mais quente, no inferno de toda gente; diante do nobre coração sem a menor compaixão. Debruço meus braços cansados nas janelas de tantos corações, deixo-lhes um pouco de emoção. Adentro adentro as razões; singelas, que: com cautela olham o meu olhar, desvio o meu caminhar, já amo a solidão, de dois, um coração! 

Meninas que são de meus olhos a sempre  iluminar o meu chão, nem pássaros noturnos há no mundo da ilusão. Completo-me de solidão. Meu silêncio de tão moribundo morreu de paixão. E assim transcorre a tristeza de milhares em um coração. Albatrozes famintos de violações desentendem as vãs compreensões. amam as vagas emoções.

Oh magia, doce feitiço da solidão, o tempo destruiu o coração! Endurece e enrijece a alma do mais brando de todos os anciões. A calunia do tempo clama por canções, enfartando as emoções, na frieza das razões. Oh tempo que crava a alma e destrói todas as emoções. O amor tão sublime que já não transfigura as bençãos. Ilusões, guardiões. 

Na firme estrada em que caminho; coração solitário nunca sozinho. Na ilusão da compaixão, cumprida esta a missão! Fecho os olhos da emoção, deito-me com a ilusão. Viver o sonho da razão, feitiço ao coração! Revejo a amada solidão. Abraço-lhe neste instante, inferno à Dante; cavaleiro errante de toda história. Cintilantes infernos de glorias.  A desgraça humana do sentir! Ferir-se de dor ao sorrir. O amor servir!






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MEU PARENTE VIRTUAL


As pessoas costumam dizer que; se não somos ainda loucos; é porque ainda somos poucos. Escassos de informação. Estava há pensar estes dias; se falam alguém é louco; quais os parâmetros para um louco se enquadrar? Dizem que sou louco por pensar assim; mas louco, é quem me diz, que o mundo ainda  não está assim. É uma verdadeira loucura entender a evolução social. Os conceitos mudam da noite pro dia.
Atualmente,  todo mundo é pai, todo mundo é mãe, todo mundo é tia, é tio, e avó é avô. A família está se multiplicando em uma velocidade acelerada. As maternidades estão até vazias para tantos nascimentos. Confesso não entendo mais nada! Virou uma loucura só. Chegando a minha casa, tive uma surpresa; quando bati na porta do quarto de meu primeiro material genético transformado em gente. Perguntei se havia alguém no quarto. Minha prole, lá de dentro, respondeu que eu esperasse, pois meu neto havia acabado de nascer.
Na hora pensei comigo: _ Poxa, e eu nem sabia que iria ganhar um neto, ninguém me avisa. Comecei imaginar como seria a minha vida depois desta notícia. Como ficaria o chá de berço? Leite, remédio, fraldas, médico, chupeta… E as roupas do nenê? Mais um homem nu, no mundo.

Depois do desespero tentei me acalmar. O batizarei com o nome de Luiz Fernando.
Passou-se um instante, e a porta se abriu, saiu de lá de dentro, o genitor de meu neto. Sentia fortes dores nas costas, pela posição desconfortável que esteve por longas horas. Preocupei-me. Em ânsia por ver a criança, perguntei onde estava meu neto. O adolescente aqui de casa, me respondeu: _ já desliguei o computador.

Na hora me veio à cabeça; graças a Deus! É tudo virtual! Respirei em alívio. Nenhuma complicação real ali naquele quarto. Nada de parto, nada de médicos; nada de outra família de algum adolescente, entrando na minha família daquela maneira.  Era só sintoma comportamental. Casou-se na internet, montou casa, arrumou emprego, paga suas próprias contas, têm até cachorro e já comprou fazenda.
Pensei; eu, quem sou a pessoa com problemas mentais por aqui? Sou eu, a pessoa louca que paga a conta; de internet e energia. Que bom seria, se o analista recebesse em virtual, a análise do meu parente real; meu adolescente normal!  Por favor, parem o mundo! Muita gente precisa descer.



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O silêncio e o bom senso

Fala de verdade quem entra calado e pode sair mudo em qualquer situação. Um homem sábio não grita com o silêncio; ele o compreende. Pois, dentro da alma dos homens só existem eles mesmos. Tolice acreditar que seja possível ir além de alguém, um homem só vai até o seu silêncio, deste ponto em diante; ele está morto. É inaceitável gritar consigo próprio, uma vez que a incoerência é apenas as escolhas de um homem que se olhe e se veja; já as palavras, pertencem a qualquer ser humano.
Por muito tempo, entra-se e sai dos hospitais sem entender porque na porta existe uma senhora que faz o sinal de silêncio! Dedo indicador diante dos lábios. É um simples sinal, mas quando se está diante de um hospital, aquele sinal parece comum; e tudo que seja comum, se torna corriqueiro; e assim "desrespeitavel". E muita gente desrespeita. Falam ; gritam com todas as suas forças. Pois bem, ao passo que gritam, distribuem a si mesmas no ambiente hospitalar; está é uma verdade.
A cada vez que o ser humano articula a voz, ele libera o seu interior, sai de sua boca a temperatura do seu corpo por exemplo; sai dióxido de carbono; sai o odor dos seus dentes e de seus órgãos internos como: esôfago, estomago, boca, língua, dentes etc... Todas as bactérias possíveis, e em si mesmo existentes na ocasião, saem na saliva daqueles que insistem em gritar. E estas bactérias se espalham no ar, adoecem e perturbam a paz das pessoas enfermas. Aos enfermos restará um mal estar; um incomodo dos ouvidos; mais bactérias ainda no ar, possibilidades de agravo em seus quadros clínicos. Nota-se de tal maneira o quanto um homem que fala demais prejudica a si mesmo!
Mas alguém diria: não, não; o homem apenas prejudicou o paciente, os doentes, os que estão enfermos e internados; sim ele prejudicou, apenas estes, aparentemente; o que na verdade é uma falsa visão dos fatos. Suponha que tal falatório dentro do ambiente hospitalar incomode três pacientes internados e morra um contaminado pelas novas bactérias; pois bem; mais uma prova de que o homem que fala demais prejudica apenas, os outros  e não a sim mesmo!
Errado. Pois só ele o homem que fala sem causa,  será um incômodo para três pessoas; e ninguém quer ser um incomodo em lugar nenhum; e apenas ele o homem irracional, é o assassino de mais uma pessoa! Ou seja, ele prejudicou só a si mesmo; com o tempo virou um incomodo e seus atos fez dele um assassino; prejudicou só a si mesmo! Um homem sábio não se vê no presente; ele se enxerga no futuro, dentro de qualquer condição onde o silêncio tem apenas um significado: auto respeito!


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Um protesto legítimo?


O que é um protesto legitimo senão aquele no qual a fundamentação de sua existência tenha sentido amplo e específico a um determinado grupo. Porém, mesmo partindo deste pré supostos; pessoas escondem seus rostos e saem nas ruas a protestar, enganam e mais ainda enganadas está. Muitos já nem sabem o que protestam, vivem apenas do imaginar. Acordam, se lembram e deslembram o sentido de se manifestar. O protesto é um grito; mas, só de quem acordado está!
O homem passa anos de sua vida acreditando que ser útil é servir, mas um dia ele cresce; suas verdades aparecem, e de viver ele se apetece, e no respeito não padece. A vida amadurece e protestos por todos os lados acontecem. No entanto logo na mente se esquecem se o homem não entender do que é que a sociedade padece. É preciso legitimar, não são vandalismos, mortes ou selvagerias que a legitimidade dará; tal comportamento é ser primitivo na vida e na mais valia; pobre do homem que leu Max e não entendeu como é feito o seu dia.
Protestos só por protestos é apenas se desgastar. O que mais relaciona o individuo ao seu grupo de protesto são as condições nas quais ele vive; isto sim, é preciso observar! Seria memorável estabelecer parâmetros para tantos protestos avaliar. O país está acordado, mas sem saber despertar. Se há um aglomerado de gente, é difícil imaginar o que estão a reivindicar; mas se muitas pessoas são livres e libertas estão no pensar, os protestos não são de violências e estão acima de um ato limiar.
O que tanto protestam aqueles que protestam quando se colocam em seu lugar? É difícil avaliar, fazer protesto não é só ir as ruas e gritar. É incoerente condenar gente, que protesta sem postura nenhuma tomar. É preciso se auto-criticar para qualquer protesto praticar. Ou de modo contrário o homem sai do armário na condição animal irracional, totalmente sem razão, ludibriado pela sua própria ilusão em busca de nenhuma solução.
É de fundamental importância levar consigo a própria decisão; pois somente homens coerentes fazem protestos com limpas mãos. Usam suas cabeças, não jogam sangue no chão. Libertam as almas frágeis que desentendem a multidão. Homens que se colocam como lobos caçam a si mesmos; e por fim se encontram caçados na multidão; sozinhos e sem razão. Aonde só os homens que voam alto tem realmente os pés no chão, é preciso entender, e usar de forma adequada a humana razão!

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O MEDO SEM MEDO


É de vital importância ver o mundo de cabeça para baixo; quando todos olham o mundo; perplexos com suas linhas de transição: passado, futuro e presente circulam as mentes vaidosas e até mesmo as saudosas; mentes doentes por medo da solidão! Pela desvairada solidão social, o mundo se veste de medo, despindo assim, o segredo do caos. É fato consumado! O medo está alastrado. Medo de que não se sabe, nem há mais tempo para saber, pois o mundo gira rápido e poucos podem ele perceber.

Levanto-me, nesta manhã ainda escura de meus pobres dias cinzentos por neblinas sociais. Vesti-me em minha pele, olhando as pessoas que não podiam me ver. Olhei cada uma delas! Enquanto sentia seus medos estampados em um jornal. O breve e banal! Singelo segredo é feito do medo comum e social. Rapazes morrem na favela. Moça que dança nua já não se rebela. É segredo de rua, filmar para ir à passarela. É pura beleza crua, querer uma donzela!

No mundo que gira em segundos o medo é bem tagarela. Não espera que amanheça, e o medo, já está na tela: ladrão invade mansão e mata a donzela! Explosões de usina e milhões de incertezas no mundo a espera. O medo novamente estampado em qualquer tela; o mundo já acinzentado em sua aquarela!
Fechando os canais para o mundo, pude me assegurar. O medo que rondava meus segundos, em um clique poderia acabar. Desliga-se o medo e sai da sala de estar. No mundo beleza ainda há! Mesmo que o medo ronda a porta, louco para entrar. Fechemos nossas casas e vamos comemorar. A liberdade condicional que todos estão a adotar. O medo girou o meu mundo e dele eu já quis descer. Pará-lo por um segundo! Talvez pudesse ser. Para quem vive ausente do planeta, nas folhas do outono pode se esquecer. Mas basta que passe frações de segundos, e os olhos choram se vê. O medo condiciona pessoas que se negam a viver.
O medo é necessário para querer superá-lo. Aquele que a nada teme; nunca, jamais pode mudar! Pobre daquele que o medo incide sobre seus conceitos de mundo. Reflete em seus sonhos profundos, o medo da condenação, por aqueles que ouvem calados; o medo na multidão. Tive medo das palavras em meu vazio de solidão. Dentro do meu escritório, busquei minha própria atenção, precisava quebrar os meus medos, pois assim poderia viver. Ser cronista já não tem segredos, resta apenas saber: olhar o mundo por si mesmo; sem ter medo vencer. Ouvir o grito ensurdecedor da derrota; no medo que se tem de vencer o medo.
Há muitos que nunca apostam; pois tem o medo de perder. Há outros que da vida se escondem, por medo de ser criticado. Há alguns que se assassinam, com medo de serem assassinados. Por anos guardei meus escritos, na vida curti minha derrota. Achava estar tudo certo, esconder-se atrás da porta. Mas são medos, sem medos, que nos fazem ver a resposta. O medo abafa a alma e deixa a vida torta; causa escoriações no peito: e em tempos a vida está morta! A prudência e a cautela são amigas da solução. Os medos não escondem a situação!


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Desrespeito desumano

O desrespeito faz mal, para quem pratica, a longo prazo claro; pois no desrespeito com aquele que souber trabalhar as suas piores desvantagens, fara mal ao desrespeitador, que não aprendendo a respeitar se verá respeitado. Respeitar os outros não é fácil. Respeitar o espaço alheio é mais difícil ainda. Que importa se vinda, ou finda; quem se importa com os outros, ou consigo próprio ainda? Aos homens que se impõem em si mesmos morem definham em suas berlindas. O respeito humano é prática diária e conhecer o desrespeito é lapidar-se do pior que existe nos outros.
E o não respeitar é vicio de bicho humano que vive a se melhor julgar que os outros que lhe julgam. Não é calvário, nem covardia, é entender a si mesmo na própria sabedoria, entender as clarezas e escuridões de suas próprias melodias. Doença brava que se espalha é a cólera dos homens que se equilibram em finas navalhas!
Respeitar é trilhar caminhos; se na solidão de um passarinho, não houver o respeito de todo o seu ninho; venceu o passarinho! Mas apenas quando ele bate asas e voa livre. Não há lições que a vida não ensine aos mais sabidos homens. Um homem prudente não define simplesmente o que ele acha que é o respeito. É preciso dosar a certeza de incertezas para encontrar o verdadeiro humano que sabe respeitar os direitos e até mesmo praticar o respeito que se elabora no desrespeito. O desrespeito é pratica de pessoas desumanizadas; porém é necessário para se entender o que é respeitar, e só assim se humanizar, se avaliar.
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